Com conflitos verdadeiros, "Was Bleibt" perde-se no final

Alemão Hans-Christian Schmid volta a falar de família, temática constante na competição

Mariane Morisawa, enviada especial a Berlim |

As famílias e seus problemas continuam em alta na competição do Festival de Berlim 2012 . Na manhã desta terça-feira (14), foi a vez do alemão “Was Bleibt” (o que permanece, na tradução literal), de Hans-Christian Schmid, apresentado para jornalistas em sessão de imprensa.

Divulgação
A família de "Was Bleibt", exibido no Festival de Berlim 2012
Como muitos de sua geração, Marko (Lars Eidinger) ama os pais, mas não se aproxima muito de sua vida de classe média alta numa cidade do interior. Desde que se formou, mora em Berlim e visita a família uma ou duas vezes por ano.

Recuperando-se da recente separação, ele vai com o filho pequeno para a casa da mãe Gitte (Corinna Harfouch) e do pai Günter (Ernst Stötzner). Seu irmão Jakob (Sebastian Zimmler) ainda mora por lá e recebe a visita da namorada Ella (Picco Von Groote). É quando a mãe anuncia que está fazendo um tratamento alternativo e parou de tomar medicação para transtorno bipolar, causando uma explosão de ressentimentos e mágoas, já que a família convive com a depressão dela há 30 anos. O pai e os filhos não aceitam a decisão de Gitte, enquanto Jakob acusa Marko de ter se distanciado e deixado tudo para ele cuidar, ao mesmo tempo em que enfrenta problemas de se firmar como dentista.

Siga o iG Cultura no Twitter

A trama não tem nada de nova, mas o diretor consegue manter o interesse com conflitos verdadeiros, com a câmera na mão bem perto dos personagens, num estilo limpo, embora não tão econômico quanto o de seu compatriota, “Barbara” . O final, no entanto, abdica um pouco do naturalismo e parece um pouco postiço.

“Meus filmes sempre são mais sobre relacionamentos. São histórias que partem dos personagens, não do argumento”, disse Schmid na coletiva de imprensa que se seguiu à exibição. Ele também comentou como a história surgiu.

“Nós percebemos que no nosso círculo de amigos, muitos são como Marko, perderam contato com a família e são confrontados com as expectativas. Eles fazem visitas esporádicas, e muitas vezes elas não são harmônicas.”

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG