'Bai Lu Yuan' é saga caudalosa e confusa

Filme chinês é belo, mas tem personagens demais, o que dificulta a compreensão da história

Mariane Morisawa, envidada especial a Berlim |

Havia grande expectativa em relação a “Bai Lu Yuan” (planície do veado branco, na tradução literal), exibido em sessão oficial na noite da quarta-feira (16), dentro da competição do Festival de Berlim 2012 . Afinal, o chinês Wang Quan’an venceu o Urso de Ouro em 2007, com “Tu Ya de Hun Shi”, e o Urso de Prata de melhor roteiro em 2010, com “Tuan Yuan”. Mas, a não ser que o júri enlouqueça, “Bai Lu Yuan” deve sair sem prêmios desta edição.

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Cena de 'Bai Lu Yuan'

O filme é uma saga caudalosa de 188 minutos sobre um período histórico turbulento da história chinesa, entre o fim do Império e a fundação da República e a invasão japonesa, no final da década de 1930 – antes, portanto, do período comunista e de qualquer problema que o filme pudesse ter com a censura chinesa.

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Cena de 'Bai Lu Yuan'
Os impostos eram altos, o poder mudava de mão a toda hora, pessoas eram torturadas e executadas, uma grande fome aconteceu.

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Duas famílias da Planície do Veado Branco, Bai e Lu, sempre viveram harmonicamente, mas a crise no país afeta o relacionamento, ao mesmo tempo em que a chegada de uma bela mulher acaba abalando ainda mais a convivência.

Como nas produções anteriores, o diretor foca na condição feminina. O problema é que são muitos fatos e personagens demais, o que dificulta a compreensão da história e qualquer absorção de algo mais profundo.

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É pena, porque Wang Quan’an produziu algumas das mais belas imagens deste Festival de Berlim, mas perdeu-se num longa-metragem com estrutura evidente de romance épico.

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