Federico Guerreros expõe 18 telas em encáustica em SP

Federico Guerreros nasceu no Uruguai, em setembro de 1978. Foi criado em São Paulo e há seis anos se mudou para Barcelona, na Espanha, "por causa de uma paixão".

iG São Paulo |

Federico Guerreros nasceu no Uruguai, em setembro de 1978. Foi criado em São Paulo e há seis anos se mudou para Barcelona, na Espanha, "por causa de uma paixão". Tentou fazer faculdade de publicidade e de sociologia, mas, em 2003, o talento para a pintura fez com que largasse tudo para trabalhar como ajudante do artista plástico paraense Osmar Pinheiro (1950-2006), consagrado por seus trabalhos em óleo, acrílico, colagens e encáustica sobre tela. Esta última técnica influenciou o discípulo Federico, que traz a São Paulo, a partir de hoje, a exposição "18 Segundos", no Studio David Dalmau, no Jardim América. A mostra exibe 18 telas em encáustica, produzidas entre 2008 e 2009 em seu ateliê em Barcelona.

A encáustica é uma técnica de pintura milenar praticada pelas civilizações mediterrâneas, cujos registros mais antigos correspondem à Grécia do século V a.C.. Fragmentos ampliados de fotografias recentes ou antigas são recobertos de cera de abelha pigmentada para compor as telas. "Escolho uma imagem que transmita algum fascínio e nostalgia, transformo-a em pintura, derreto a cera e espalho com um pincel sobre a tela", explica Federico.

Entre as 18 obras escolhidas para a exposição no Brasil há telas com imagens de estudantes com boina e gravata correndo pelas ruas, brincadeiras infantis ao ar livre e cenas de casamentos. Segundo o artista plástico, a escolha por imagens nostálgicas se dá por conta das várias mudanças pelas quais ele passou na infância. "Como sempre mudei de país, a minha infância se perdeu. Sou de lugar nenhum. E isso acabou sendo ótimo para o meu trabalho".

Quando questionado sobre a influência de Osmar Pinheiro em sua arte, Federico Guerreros reconhece a influência do mestre e diz que, depois de trabalhar como ajudante do artista paraense, eles se tornaram amigos. "Eu chegava à casa dele às 9h e às vezes só ia embora à 1h da manhã", lembra Federico, que costuma dizer que se vê como uma espécie de discípulo de Pinheiro. As informações são do Jornal da Tarde.

18 Segundos , de Federico Guerreros. David Dalmau Studio (R. Groenlândia, 1.943 - Jd. América). Segunda a sexta, das 10h às 18h e sábado, das 10h às 17h. Gratuito.

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