Fazendeiro é condenado a 30 anos de prisão por morte de Dorothy Stang

São Paulo, 1 mai (EFE).- O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão foi condenado na madrugada deste sábado, em Belém (PA), a 30 anos de prisão por ser um dos mandantes do assassinato, em 2005, da missionária americana Dorothy Stang.

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São Paulo, 1 mai (EFE).- O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão foi condenado na madrugada deste sábado, em Belém (PA), a 30 anos de prisão por ser um dos mandantes do assassinato, em 2005, da missionária americana Dorothy Stang. Segundo a acusação, a missionária, de 73 anos, foi assassinada porque liderava o movimento camponês que se opunha a entregar aos fazendeiros uma porção de terras que o Governo tinha concedido antes a um grupo de pobres da região. A defesa do condenado deve decidir em até cinco dias se apelará da sentença. Dorothy Stang, nascida em Ohio (EUA) e morta a tiros em fevereiro de 2005, lutou durante 20 anos contra o desmatamento no município de Anapu, no interior do Pará. No mês passado, o mesmo tribunal condenou a 30 anos de prisão o fazendeiro Vitalmiro Brutos de Moura, o "Bida", apontado como cúmplice de Regivaldo ao pagar junto a ele R$ 50 mil pelo assassinato. Os dois homens que mataram a missionária também já foram condenados, assim como outro fazendeiro que serviu de intermediário entre os assassinos e os mentores do crime. O autor dos seis disparos, Rayfran das Neves Sales, que confessou o crime, foi condenado a 28 anos de prisão, e seu cúmplice, Clodoaldo Carlos Batista, que o acompanhou mas desarmado, a 17 anos. O fazendeiro Amair Feijoli da Cunha, que admitiu ter sido o intermediário do crime, foi condenado a 18 anos de prisão. EFE wgm/rr

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