Depois três ou quatro meses sem aparecer em locais públicos de Aquidauana, cidade do Pantanal de Mato Grosso do Sul onde morava, o ex-presidente do Senado no período entre 1985 e 1987, José Manuel Fontanilas Fragelli, faleceu na madrugada de ontem.Segundo informações de parentes, ele estava em casa com a família e morreu de causas naturais.

Depois três ou quatro meses sem aparecer em locais públicos de Aquidauana, cidade do Pantanal de Mato Grosso do Sul onde morava, o ex-presidente do Senado no período entre 1985 e 1987, José Manuel Fontanilas Fragelli, faleceu na madrugada de ontem.

Segundo informações de parentes, ele estava em casa com a família e morreu de causas naturais. O corpo foi sepultado no Cemitério Municipal, no fim da tarde, após ser velado na Câmara Municipal de Aquidauana.

De acordo com vizinhos do ex-senador, desde o fim do ano passado Fragelli dificilmente era visto. O ex-senador, que nasceu em Corumbá, tinha 95 anos e deixa a mulher e dois filhos,

Fragelli exerceu o cargo de presidente da República por duas vezes, em setembro de 1986. Foi também promotor de Justiça em Campo Grande (1939-1943); secretário de Justiça e Finanças (1953-1954); diretor e professor do Colégio Osvaldo Cruz em Campo Grande; Constituinte em 1947; deputado estadual (1947 a 1950 e de 1950 a 1954); líder da Oposição pela UDN (1947 a 1951); líder do governo pela UDN (1951 a 1953); deputado federal (1955-1959) ; governador de Mato Grosso (1970 a 1974) e senador (novembro de 1980 a janeiro de 1987).

Fragelli começou a se destacar no cenário político brasileiro em 1983, na articulação da candidatura de Tancredo Neves à Presidência.

Eleito presidente do Senado, após derrotar o senador Luiz Viana Filho, candidato do PDS, Fragelli teve atuação decisiva na transferência de poder para o vice-presidente José Sarney, durante a doença de Tancredo Neves, em 14 de março de 1985.

No dia seguinte, data prevista para a posse de Tancredo, o presidente do Senado, à frente do Congresso Nacional, reconheceu o presidente da República e, alegando afastar qualquer possibilidade de conturbação política, deu posse a José Sarney (1985-1990), que passou a ocupar interinamente a Presidência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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