Ex-diretor da Câmara do PR volta à prisão após 5h livre

O ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, conhecido como Bibinho, ficou apenas cinco horas fora da prisão. Beneficiado por habeas-corpus, ele deixou o quartel da Polícia Militar, no centro de Curitiba, onde estava preso, às 20h30 da noite de quinta-feira, mas foi novamente detido pouco depois da 1h da madrugada de hoje.

iG São Paulo |

O ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Paraná Abib Miguel, conhecido como Bibinho, ficou apenas cinco horas fora da prisão. Beneficiado por habeas-corpus, ele deixou o quartel da Polícia Militar, no centro de Curitiba, onde estava preso, às 20h30 da noite de quinta-feira, mas foi novamente detido pouco depois da 1h da madrugada de hoje. Bibinho é acusado de comandar um esquema de desvio de recursos públicos por meio de nomeação de funcionários fantasmas na Assembleia.

O habeas-corpus liberando Bibinho, que estava preso desde o dia 24 de abril, foi concedido pela juíza substituta do Tribunal de Justiça Lilian Romero, sob alegação de que o pedido de prisão preventiva foi concedido por uma vara sem competência para julgar a questão. Imediatamente o Ministério Público Estadual (MPE) reapresentou o pedido de prisão, desta vez à 9ª Vara Criminal, onde a juíza Ângela Regina Ramina de Lucca deferiu a representação. O processo corre nessa vara, onde a denúncia foi acatada.

A nova prisão deveria ser realizada somente depois das 6 horas da manhã desta sexta-feira, pois a legislação impede a entrada de policiais nas residências até esse horário. No entanto, Bibinho teria saído de casa durante a madrugada, o que levou à abordagem e ao cumprimento do mandado. O coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), procurador de Justiça Leonir Batisti, disse que a prisão do ex-diretor é necessária em razão das "teias de conhecimento do Abib Miguel para dificultar ações do Ministério Público e da própria Justiça".

Os ex-diretores José Ary Nassiff (Administração) e Cláudio Marques da Silva (Pessoal), além do servidor João Leal de Mattos, que também estavam presos, foram libertados por força de habeas-corpus. O Ministério Público ainda analisa a possibilidade de pedir novamente as prisões preventivas. No escritório de advocacia que defende o ex-diretor-geral, a informação é de que os advogados ainda estão analisando os documentos.

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