EUA discordam de países que não veem "passos importantes" em Honduras

San Salvador, 5 mai (EFE).- O subsecretário de Estado americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, disse hoje em El Salvador que Washington vê "passos importantes" para o restabelecimento da democracia em Honduras e demonstrou discordar com os países que opinam o contrário.

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San Salvador, 5 mai (EFE).- O subsecretário de Estado americano para a América Latina, Arturo Valenzuela, disse hoje em El Salvador que Washington vê "passos importantes" para o restabelecimento da democracia em Honduras e demonstrou discordar com os países que opinam o contrário. "Não estamos de acordo com os países que dizem que Honduras não cumpriu com os passos necessários", declarou Valenzuela em entrevista coletiva. Valenzuela deu tal resposta ao ser questionado sobre uma declaração do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, segundo o qual "pelo menos dez presidentes latino-americanos" não participarão da Cúpula da União Europeia com América Latina e Caribe, ainda neste mês na Espanha, caso o governante hondurenho, Porfirio Lobo, compareça. O subsecretário americano destacou que Lobo tomou as medidas previstas nos acordos assinados para resolver a crise hondurenha, como a formação de um Governo de coalizão e a criação de uma Comissão da Verdade para esclarecer o golpe de Estado que derrubou ao então presidente Manuel Zelaya em junho de 2009. "Vemos esses passos como passos importantes para o restabelecimento da democracia em Honduras", acrescentou. "É fundamental para os países centro-americanos em geral, pela enorme integração econômica que existe entre os países e também pela crise econômica em Honduras, que Honduras volte efetivamente ao sistema internacional", disse Valenzuela. A ameaça de boicote à cúpula da UE, que acontecerá em Madri nos dias 17 e 18 de maio, foi anunciada na terça-feira após a reunião dos presidentes da União de Nações Sul-americanas (Unasul) na Argentina. "Caso o Governo de Honduras compareça, nós não poderíamos vir a esta cúpula, já que não o consideramos como um Governo legítimo", declarou então o presidente equatoriano, Rafael Correa, que exerce a Presidência temporária da Unasul. Já Marco Aurélio Garcia disse que o convite feito pela Espanha a Honduras foi um "escorregão de algum funcionário que não esteve atento" e afirmou estar em condições de "assegurar que Honduras não vai" comparecer, sem explicar em que baseava sua afirmação. Na América Central, a Nicarágua foi o único país que não reconheceu o Executivo de Lobo, mas aceitou se reunir com o governante hondurenho, que assumiu o poder em janeiro passado após ser eleito em um pleito realizado em novembro de 2009. EFE lb/bba

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