EUA defendem reconciliação de rebeldes no Afeganistão

Washington, 10 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos respaldou hoje o governo do Afeganistão em sua tentativa de avançar na renúncia à violência e a reintegração dos rebeldes talibãs como uma via para a reconciliação do país.

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Washington, 10 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos respaldou hoje o governo do Afeganistão em sua tentativa de avançar na renúncia à violência e a reintegração dos rebeldes talibãs como uma via para a reconciliação do país. O embaixador americano em Cabul, Karl Eikenberry, e o general Stanley McChrystal, chefe da Força Internacional de Segurança para o Afeganistão (Fisa), defenderam hoje o processo de reconciliação em uma coletiva na Casa Branca. Ambos foram a Washington por ocasião da visita do presidente afegão, Hamid Karzai, que deve se reunir com seu colega americano, Barack Obama, e com a secretária de Estado, Hillary Clinton. "A reintegração e a reconciliação são assuntos que figuram com alta prioridade na agenda desta semana", disse Eikenberry, enquanto McChrystal assegurou que apóia que "qualquer um que tenha se oposto até agora possa se incorporar ao processo político". O embaixador explicou que agora "há um entendimento claro entre os Governos dos EUA e do Afeganistão sobre quais vão ser os princípios comuns à medida que o país centro-asiático avança rumo à reconciliação". Em relação com a possível participação de dirigentes talibãs em um futuro Governo do Afeganistão o general McChrystal disse: "o mais importante é que tenhamos, antes de mais nada, uma solução afegã elaborada pelos afegãos". "Em segundo lugar essa solução deve ser inclusiva e justa com todos", disse e acrescentou "que todos tenham a oportunidade de reintegrar-se, de reincoporar-se ao processo político". A visita de quatro dias de Karzai a Whashington tem como objetivo melhorar as relações entre os dois países após uma etapa de grande frieza. Além de se reunir com Obama na quarta-feira e de jantar essa noite com o vice-presidente americano, Joe Biden, Karzai deve conversar em duas ocasiões com a secretária de Estado, Hillary Clinton. Os debates do governante afegão com as autoridades americanas se centrarão em assuntos como a governabilidade, a reintegração dos talibãs e grupos rebeldes e a ofensiva contra os insurgentes. O Governo de Washington abordará também assuntos como a luta contra a corrupção, a fraqueza do Governo central afegão e os passos a dar para conseguir o objetivo colocado por Obama na apresentação de sua nova estratégia para o Afeganistão ano passado de começar a saída das tropas americanas no próximo inverno, após uma guerra que já dura oito anos. EFE mv/pb

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