EUA aprova vacina terapêutica para câncer de prósta

Tratamento será feito apenas em casos avançados da doença

iG São Paulo |

A Food and Drug Administration (FDA), agência governamental americana que regula e fiscaliza a fabricação de alimentos, cosméticos e remédios, aprovou hoje uma nova terapia para homens com câncer de próstata em estágio avançado. A vacina estimula, terapêutica, o sistema imunológico a lutar contra a doença.

Batizado de Provenge, o medicamento é indicado para o tratamento dos casos em que a doença se espalhou para outras partes do corpo e é resistente ao tratamento tradicional.

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum de câncer entre os homens nos Estados Unidos, atrás de câncer de pele. Ele ocorre geralmente em homens mais velhos. Em 2009, cerca de 192 mil novos casos de câncer de próstata foram diagnosticados e 27.000 homens morreram por causa da doença, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer do Estados Unidos. No Brasil, segundos dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o a doença afetou 28,6% da população masculina, mais de 52 mil homens em 2010.

"A disponibilidade do Provenge fornece uma nova opção de tratamento para homens com câncer de próstata avançado, que atualmente têm poucas terapias eficazes disponíveis", disse Karen Midthun, diretora interina do Centro de Avaliação e Pesquisas Biológicas do FDA.

Provenge é uma imunoterapia celular, que estimula o próprio sistema imunológico do paciente a reagir contra o câncer. Cada dose da vacina é fabricada mediante a obtenção de células do sistema imune (sistema de defesa) da própria pessoa, a partir do sangue, com a utilização de uma máquina própria para este fim.

Para reforçar a sua resposta contra o câncer, as células imunes são expostas a uma proteína que é encontrada na maioria dos cânceres de próstata e ligadas a uma substância estimulante do sistema imunológico. Após este processo, as células do próprio paciente são devolvidas ao para tratar o câncer de próstata. O Provenge é administrado por via intravenosa em uma programação de três doses dadas a cada duas semanas.

A eficácia do Provenge foi estudada em 512 pacientes com tratamento hormonal contra câncer de próstata metastático (em estágio avançado) e mostrou um aumento na sobrevida global de 4,1 meses. A média de sobrevida para pacientes tratados com Provenge foi de 25,8 meses, em comparação com 21,7 meses para aqueles que não receberam a vacina.

Efeitos colaterais

Quase todos os pacientes que receberam o Provenge tiveram algum tipo de reação adversa. Os efeitos colaterais relatados incluíram calafrios, fadiga, febre, dor lombar, náuseas, dor articular e dor de cabeça. A maioria dos sintomas foi leve ou moderado. Reações adversas graves foram diagnosticadas em aproximadamente um quarto dos pacientes que receberam a vacina. Efeitos cerebrovasculares, incluindo acidente vascular cerebral hemorrágico foram observados em 3,5% dos pacientes no grupo Provenge em comparação com 2,6 por cento dos pacientes no grupo controle.

A vacina foi aprovada para este uso específico, nos Estados Unidos. Ainda não há previsão sobre se o medicamento será comercializado no Brasil.

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