Apesar da derrota por 3 sets a 1 diante do Rexona/Ades em casa, o Pinheiros/Blausiegel assegura que não se abateu com o resultado do primeiro jogo da série melhor-de-três das semifinais da Superliga feminina de Vôlei. A equipe, inclusive, garante que não entrará abalada no segundo jogo dos playoffs, programado para a próxima sexta-feira, no Rio de Janeiro.
“Estamos com o mesmo ânimo e vamos tentar buscar pois nada acabou ainda. Vamos atrás do próximo jogo lá, mesmo que elas estejam em casa”, garantiu a atacante Joycinha, de 23 anos e uma das mais experientes da equipe paulista.
A animação tem sentido: no primeiro confronto entre os times na Superliga feminina, ainda pelo primeiro torneio da fase classificatória, o Pinheiros chegou a estar vencendo o Rexona por 2 sets a 0 em pleno ginásio da Tijuca, mas acabou tomando a virada. Além disto, o fato de ter vencido um set neste sábado também anima a equipe.
“Hoje foi um jogo interessante, pois vimos que podemos enfrentar o Rexona de igual para igual, que é um time muito bom, com jogadoras de seleção”, acredita Marcos Kwiek, técnico da equipe paulista. “É uma semifinal e vale vaga para a decisão”, completou.
O treinador ressalta o bom prepara físico das atletas do Pinheiros e a experiência de jogadoras como a central Ângela Moraes e a líbero Arlene Xavier, ambas veteranas que já tiveram passagens pela seleção brasileira.
“Fizemos uma série bem pesada contra o São Caetano e as atletas do Pinheiros tiveram um bom ritmo de jogo neste sábado. Inclusive, todas acabaram a partida contra o Rexona inteiras. Ninguém sentiu o cansaço”, assegurou. “Essas meninas do grupo estão acostumadas a jogar fora de casa. Claro que já é uma vitória pro grupo ser semifinalista de uma Superliga, mas nós queremos mais”, deixou claro Kwiek.
Para Joycinha, porém, a equipe ainda deve evoluir se quiser disputar o título. “Precisamos evitar os erros e passar a forçar o saque um pouco mais”, aponta a jogadora.