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Navajas prometeu melhorar o caráter, diz vice-ministra

12/03 - 15:54 - Gazeta Esportiva



Vice-ministra do Esporte de Rendimento do Ministério do Esporte da Venezuela, Elsa García afirmou que a decisão de recontratar o técnico brasileiro Ricardo Navajas se deu depois de uma reunião entre representantes do governo e a Federação local de vôlei. Além disto, segundo ela, o treinador prometeu melhorar seu temperamento para voltar ao comando do time masculino do país, que vai disputar a Olimpíada de 2008.

“Finalmente se chegou a um consenso, depois de uma avaliação conjunta com a Federação Venezuelana de Voleibol e decidimos contratar o treinador Ricardo Navajas. Ele esteve conversando conosco e nos pediu para que o contratássemos novamente, porque iria melhorar seu caráter e estaria mais dado ao trabalho de equipe”, afirmou a vice-ministra, que revelou ter procurado três técnicos, sendo dois deles europeus.

Junto de Navajas, o assistente Carlos Augusto “Chiquita” e o estatístico Thiago Silva voltarão a trabalhar com a equipe. Sobre a polêmica iniciada pela presidente da Federação de Vôlei, Judith Rodríguez, García afirmou que a dirigente conversou com vários jogadores e todos concordaram com a volta do brasileiro. “O importante agora é o trabalho de equipe junto com a Federação, já que o caminho até Pequim é forte”, destacou Elsa.

Navajas, por sua vez, também colocou panos quentes na história. “Não tenho nenhum problema com a professora Judith nem com os jogadores. Sempre há algumas situações que se apresentam, mas é coisa normal”, minimizou o técnico, que volta para a Venezuela apenas no dia 15 de abril.

Quem lamentou foi o argentino Javier Carlos Weber, que chegou a ser anunciado como novo treinador da equipe, mas não aceitou o convite porque não foi liberado pelo seu clube, o DirecTv Bolívar.

“Adoraria dirigir a Venezuela, não só porque os considero uma grande seleção, mas também porque seria uma grande oportunidade. Fiquei triste, mas tenho que respeitar o meu atual contrato”, declarou o ex-levantador, que no Brasil trabalhou na Ulbra e na Unisul.




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