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Leandro foi "gato" no Santos, publica jornal

14/03 - 10:17 - Redação



O clássico entre Santos e São Paulo terminou, mas a troca de farpas continua. Agora o atacante do São Paulo Leandro é acusado pelos adversários de ter sido "gato" (jogador que tem seus documentos de identidade adulterados) na época que passou pelas categorias de base do Santos. As informações são do jornal "Lance!".

Antonio Carlos havia dado pista quando acusou na última segunda-feira que o colega de profissão de ser "mentiroso desde o início da carreira". "Ele sabe perfeitamente o que estou falando. Nâo preciso explicar", disse o zagueiro santista.

Segundo o diário, Leandro jogou pela equipe Sub-15 da Vila Belmiro quando na época tinha 18 anos. Ele não usava o nome de batismo e era conhecido entre os colegas como Thiago Cheirinho.

"Depois de algum tempo, nós descobrimos que ele tinha problema na documentação. Mas quando ele ia passar de infantil para juvenil, desapareceu. Nós o procuramos para regularizar a situação porque vimos que tinha potencial. Mas ele sumiu", disse Lino, que seria treinador de Leandro no Sub-17, ao jornal.

O diretor jurídico do Santos, Mário Mello, confirmou que Leandro estava nas categorias de base do Santos com documentos de uma outra pessoa. "A história é que ele jogava com o documento do irmão. Quando foi descoberto, ele foi embora. Deve ser por isso que tem raiva do Santos", afirmou o dirigente ao diário.

Segundo o "Lance!", Leandro se defendeu das acusações e disse que o clube foi o responsável pela adulteração. "Engraçado, quem me levou para fazer esses documentos foi um funcionário do Santos chamado "seu Expedito". Então quem será que está errado? Eu abandonei o Santos por conta própria", disse Leandro ao jornal.

De acordo com o diário, Leandro afirmou que, quando o pai do jogador soube da irregularidade, mandou o atleta voltar a Ribeirão Preto, onde depois se destacou atuando pelo Botafogo.

O atleta disse ainda que recebia constantes ligações de dirigentes santistas para que voltasse ao clube da Vila. "Eles queriam que eu voltasse. Recentemente houve um caso semelhante no Santos, então nem preciso dizer quem estava errado", afirmou o são-paulino ao diário.

Dois casos de jogadores com documentação irregular foram destaques nos últimos meses. O atacante Karioca, do Santos, usava documentação para atuar pelo time sub-15, mesmo tendo 18 anos, e o volante Carlos Alberto, do Figueirense, teve sua idade diminuída em três anos.

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