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08/12 - 23:38 - Gazeta Esportiva
Paulo Schiff claramente não estava à vontade enquanto dividia palanque com o presidente reeleito do Santos, Marcelo Teixeira. Derrotado pela segunda vez consecutiva nas eleições do clube, o jornalista e engenheiro demonstrou abatimento, mas não desistiu de se tornar cartola.
“Se o meu grupo achar que eu devo concorrer novamente, já estou preparado para a próxima eleição”, assegurou Schiff. Antes mesmo da apuração dos votos na Vila Belmiro, contudo, o candidato da oposição já se dizia pessimista sobre suas possibilidades de vitória.
O favoritismo de Teixeira era notório, porém a folgada diferença de 750 votos a seu favor surpreendeu os dois concorrentes. “Esperava que nossa chapa crescesse nessa eleição. Mas reconhecemos que os resultados obtidos pelo time no ano diminuíram nossos votos”, explicou Schiff.
Teixeira concordou com o adversário: “Foi um resultado surpreendente. Achava que a vantagem seria menor, mas também não sou hipócrita para dizer que não existia certo favoritismo”.
Ambos os candidatos também enalteceram a democracia do Santos, que levou 1.999 associados às urnas neste sábado. Mas a convergência dos discursos acabou aí. “Tenho orgulho de ter representado o meu grupo na eleição. Agradeço aos componentes da chapa. Continuaremos mobilizados, fiscalizando o clube”, prometeu Schiff.
Em 2005, o jornalista e engenheiro conseguiu convencer cerca de 37% do eleitorado santista. A expectativa era que o percentual aumentasse agora, uma vez que a oposicionista Associação Resgate Santista fez aliança com conselheiros dissidentes da atual gestão. O apoio não teve grandes conseqüências para o pleito, vencido por Marcelo Teixeira com 68,38% dos votos.
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