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30/11 - 17:58 - Gazeta Esportiva
A posição de goleiro é uma das poucas em que alguns jogadores de futebol ainda priorizam construir carreira em um clube ao invés de sonhar com uma transferência para a Europa. Assim como Marcos, no Palmeiras, e Rogério Ceni, no São Paulo, Felipe pretende associar seu nome apenas ao Santos.
“Meu sonho é fazer história no Santos. Quero construir a minha carreira aqui, onde comecei. Não tenho a menor intenção de ir para outro lugar”, discursou o goleiro de apenas 19 anos, recém-convocado para a seleção brasileira olímpica.
Se depender do que pensam seus companheiros, Felipe tem tudo para atingir o objetivo. Quase duas décadas mais velho, o experiente Antônio Carlos, que encerrará carreira após enfrentar o Fluminense no domingo, garantiu: “Ele joga muito mesmo. Será o titular do Santos quando o Fábio Costa sair, sem dúvida”.
Apesar de curta, a trajetória de Felipe já foi marcada por um resultado positivo em exame antidoping em 2006. Em jogo contra o Grêmio, em 8 de outubro do ano passado, ele foi flagrado com a substância hidroclorotiazida (diurético encontrado em medicamentos para coração, fígado ou rins).
“Foi um momento muito difícil para mim, um verdadeiro balde de água gelada”, definiu o goleiro, que se projetava naquela época. Felipe, contudo, superou o drama, foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), firmou-se como goleiro reserva do Santos e voltou às categorias de base da seleção brasileira.
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