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26/06 - 09:40 - Gazeta Esportiva
Depois de se livrar das lesões e voltar a ser o dono do gol palmeirense, Marcos afima que "nem passa pelo departamento médico"
SÃO PAULO - Em meio aos muitos recomeços que 2008 tem representado na carreira de alguns jogadores do atual elenco palmeirense, um se destaca. Grande ídolo da torcida desde o final da década de 90, Marcos reencontra na atual temporada uma seqüência de jogos que lesões tiraram de sua rotina nos últimos anos. Novidade que o goleiro não cansa de lembrar a origem: trabalho físico e, principalmente, paciência.
“Não comecei o Campeonato Paulista, entrei no time só na sétima rodada. No início do ano, houve uma reunião entre o Filé (Nilton Petroni, fisiologista) e o Carlão (Carlos Pracidelli, preparador de goleiros) e decidiram que não dava para eu começar jogando, porque o pessoal que estava voltando de férias estava melhor do que eu”, relata.
A razão de ter de amargar a reserva de Diego Cavallieri era a lenta recuperação de fratura no braço que o tirou de campo por nove meses em 2007. Para voltar ao ritmo conhecido por seus fãs e liderar a equipe na conquista do Paulista, o camisa 12 ainda teve de enfrentar nova contusão e horas na sala de musculação para estar “inteiro” em sua reestréia, na derrota por 3 a 0 para o Guaratinguetá em 6 de fevereiro.
“Tive que fazer um trabalho de musculação. Não estava bem nessa parte, cheguei a ter uma fisgada na coxa na pré-temporada em Atibaia. Mas me recuperei, fiz uma boa preparação física e comecei a jogar”, comemora, feliz com a distância que passou a ter dos médicos.
“Agora, eu nem passo no departamento médico, só de vez em quando tomo um antiinflamatório ou algo do tipo, que é normal. Mas lá, eu só vou de vez em quando para cumprimentar os contundidos. Espero nem voltar mais por minha causa”, torce.
Sem problemas físicos, as perguntas sobre Marcos mudam completamente. O arqueiro passa a responder sobre o fim de sua carreira, passada inteira dentro do Palestra Itália. Fidelidade que merece uma estátua no estádio, assim como Ademir da Guia, Waldemar Fiúme e Junqueira, certo? Nem tanto para o candidato à homenagem.
“Se vier, é bom. Mas se não vier tudo bem. Nem passo muito no Palestra e também não espero nada. Às vezes as pessoas passam por mim e falam ‘obrigado Marcos’, mas quem tem que falar obrigado sou eu ao Palmeiras. Nunca fiz nada que eu não fosse remunerado. Eu gosto daqui, mas o Palmeiras não me deve nada. Tive lesões e tudo e sempre tive apoio”, agradece.
Se não quer falar em marcar seu rosto em forma de pedra nos Jardins Suspensos, o sempre bem-humorado goleiro solta a voz ao provocar o ex-companheiro e amigo pessoal Sérgio, hoje na Portuguesa e que revelou à GE.Net que pretende deixar o futebol em dois anos.
“O Sérgio não é da minha geração. Quando eu cheguei no Palmeiras, tinha 18 anos e ele 23, agora tenho 34 e ele 38! A gente se encontrou e ele me disse que estava cansado, que ia jogar só mais uns três anos. E eu brinquei: ‘pô, até 43?!’”, ironiza, errando a conta de propósito. “Perto do Cafu e do Sérgio, eu sou uma criança”.
Deixando as brincadeiras um pouco de lado, o atual capitão do time frisa que pretende pendurar as luvas no término de seu contrato com o Palmeiras, em dezembro de 2009. Mas garante que isso ainda não passa freqüentemente na sua cabeça.
“Procuro nem pensar muito nisso. É aquilo que já falei, no fim do ano que vem eu paro”, agendou, sem perder a conhecida alegria. “Aí vou ter que procurar um emprego bom, quem sabe ser auxiliar do Toninho (Cecílio, gerente de futebol palmeirense)? O que não pode é aposentar e ficar em casa vendo a mulher o dia todo. Aí o casamento vai ‘pro saco’”, emenda o sempre sincero ídolo do Verdão
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