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21/04 - 15:01 - Da Redação com Footstats
Tricolor desarmou muito acima da sua média no Paulistão. Mas isso não bastou para brecar Léo Lima e, principalmente, Valdívia, os autores dos gols — que os números também apontaram como protagonistas da vitória alviverde
SÃO PAULO – Falou-se muito do fator extra-campo na vitória do Palmeiras por 2 x 0 sobre o São Paulo, resultado que garantiu a classificação palmeirense para a final do Campeonato Paulista, contra a Ponte Preta.
Em campo, porém, os números revelaram a superioridade do Palmeiras e também ratificaram Léo Lima e Valdívia, os autores dos gols, como protagonistas do clássico. Já o Tricolor ficou devendo justamente no fundamento que, em geral é seu ponto forte, abola parada.
Na semana passada, quando o São Paulo perdeu Zé Luis e Richarlyson por suspensão, esperava-se para o duelo seguinte um menor poder de marcação. Todavia, de acordo com a estatística, esta foi a partida que o Tricolor mais vezes obstruiu seu adversário — 41 desarmes. A média são-paulina, para efeito de comparação, é de 31,29 desarmes por jogo.
Foram inúmeras as oportunidades de Jorge Wagner cravar um cruzamento certeiro na cabeça de um companheiro. Mais precisamente, o meia alçou 21 bolas para a grande área palmeirense. É válido lembrar que o São Paulo é a equipe com maior número de gols de cabeça no Paulistão — 6 de Adriano e 3 de Borges.
Mas, apesar dos inúmeros cruzamentos e do bom número de desarmes tricolor, o Palmeiras passou com méritos para a final do Paulistão. Léo Lima esteve pronto para o combate e foi quem mais roubou bolas pelo lado alviverde — 5 desarmes certos. O volante também apoiou bastante, acertando um cruzamento e concluindo três vezes contra o gol de Rogério. Uma delas, terminou no fundo das redes.
O maior destaque da partida, entretanto, ficou novamente por conta de Valdívia, que abusou da habilidade e da paciência dos zagueiros rivais. Na tarde de ontem, o chileno deu dois arremates certos para gol, acertou sete dribles para delírio dos palmeirenses e recebeu sete falta. Isso, claro, para não falar em mais alguns tapas e empurrões para o disputado ranking de “caça ao Valdívia 2008”.
Agora, a missão de parar o chileno caberá à Ponte Preta, a partir do próximo domingo.
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