Após a derrota para o Goiás, o Fluminense deixou o campo indignado com a arbitragem do catarinense Célio Amorim. O técnico Renato Gaúcho e o coordenador Branco evitaram atribuir a atuação do apitador ao resultado, mas puxaram o coro de reprovação à violência que os goianos teriam utilizado sem terem sido punidos.
Nos vestiários, Renato iniciou sua entrevista negando-se a comentar sobre o assunto. “Vocês viram tudo, me poupe de falar da arbitragem”, pediu, para depois reclamar do que viu em campo e ainda provocar o técnico do Goiás, Hélio dos Anjos.
“A ordem que dou para o meu grupo é jogar futebol e fazer o mínimo de faltas. Outras pessoas mandam bater o tempo todo, e cabe ao árbitro coibir. Mas fica por isso mesmo, ninguém é expulso. Jogador faz até 15 faltas para receber um amarelo. Poucos cumprem as regras”, chiou o treinador, atribuindo possíveis melhorias à Comissão de Arbitragem Nacional.
“Tem pessoas competentes na CBF. Só peço que os diretores de arbitragem fiquem espertos, e não só com os jogos do Fluminense. O futebol é bonito e tem que ser jogado”, solicitou.
Diante das palavras de seu técnico, o clube prometeu intervir nos bastidores. “Deram pancada o jogo todo, cotovelada, tá loco! Não é fácil, não. O árbitro não coibiu a violência e temos que ter atenção com isso. É um protesto nosso. Espero que o Sérgio seja inteligente e coloque um cara experiente nos nossos jogos. Um árbitro que nem o de hoje (domingo) vai prejudicar, porque é inexperiente, não coíbe a violência e é comandado pelos jogadores”, criticou Branco.
Irritado, o dirigente reforçou sua crença de que o time deixará a lanterna. Se os apitadores deixarem. “Vamos sair dessa situação, mas espero uma arbitragem de qualidade. Se prejudicar a gente, fica difícil. Não tenho dúvida de que vamos sair dessa situação, mas tem que ter profissionais apitando. O Sérgio é esperto, está indo bem e espero que corrija isso”, finalizou.