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27/11 - 19:23 - Gazeta Esportiva
Depois da tragédia ocorrida no último final de semana na Fonte Nova, em Salvador, causando a morte de sete torcedores, outro estádio brasileiro está na mira da Justiça. A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba alega superlotação no Couto Pereira na partida do Coritiba diante do Marília, na penúltima rodada da Série B, e enviará um ofício do Corpo de Bombeiros ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Segundo o documento, o Alto da Glória poderia ter recebido no máximo 35.759 pessoas. Porém, para a partida diante do time do interior paulista, que poderia definir o título da segunda divisão, foram colocados à venda 38.700 ingressos. O público total na ocasião foi de 43.649 pessoas, ou seja, quase oito mil a mais do que o autorizado. Com isso, o estádio coxa-branca pode ser interditado por até seis meses, de acordo com o Estatuto do Torcedor.
A Promotoria ainda requisitou à Prefeitura de Curitiba e ao Conselho de Engenharia e Arquitetura do Paraná uma vistoria para avaliar as condições das estruturas do Couto Pereira em um prazo de dez dias. Isso porque um estudo aponta infiltrações e a presença de vergalhões expostos e corroídos em alguns degraus de arquibancada e colunas de sustentação, como foi visto também no caso da Fonte Nova.
O Coxa, através de nota oficial, já havia repudiado o laudo, encaminhando ao promotor da justiça da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, João Henrique Vilele da Silveira, um laudo do Corpo de Bombeiros do Paraná estipulando a capacidade do estádio em 38.743 torcedores.
O clube ainda alega que as 4.960 pessoas excedentes neste caso exerceram função operacional no jogo, tais como: porteiros, bilheteiros, orientadores de torcedores, pessoal de saúde e primeiros socorros, policiais de dentro e fora do estádio, pessoal da imprensa, entre outros, totalizando o público total de 43.649 pessoas.
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