O que faltava a Felipe, na visão de Mano Menezes, sobra a Herrera. Após afastar o goleiro por considerá-lo pouco empenhado nos treinamentos do Corinthians, o técnico ressalvou que a disposição excessiva do atacante pode ser prejudicial.
“Às vezes, o Herrera poderia se preservar em algumas jogadas”, comentou Mano, para quem o argentino demonstra sinais de cansaço. “Essa raça é uma característica especial dele, que já provou também ser um fazedor de gols. Mas há um desgaste natural, até porque ele se esforçou muito na Série B e na Copa do Brasil.”
Mas Herrera – que voltou machucado de Campinas, onde Ponte Preta e Corinthians empataram por 1 a 1 – não será poupado dos próximos jogos da equipe. “Não é hora disso. Passamos por um momento ruim pós-Copa do Brasil, quando os atletas sentiram a derrota na final, mas já estamos bem”, analisou o treinador.
Herrera chegou ao Corinthians por indicação de Mano Menezes. Justamente por sua vontade em campo, superou rapidamente a desconfiança de alguns torcedores e o apelido de “Quase Gol”. Já é o artilheiro da equipe na temporada e também o maior goleador da Série B, com os mesmos seis gols marcados por Túlio Maravilha.
“O Herrera trabalhou comigo no Grêmio. Agora, que já passou pela Europa [defendeu a Real Sociedad, da Espanha] e por dificuldades, está mais maduro e vem correspondendo ainda mais no Corinthians. A equipe também o está ajudando bastante. Espero que continue assim”, elogiou Mano.