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11/06 - 07:46 - Léo Morelli, repórter iG Esportes
Blogueiros fazem um paralelo com os outros dois títulos da Copa do Brasil, em 1995 e 2002; Milton Neves aposta que o Sport será campeão na Ilha do Retiro nesta quarta; Alberto Helena Jr. e André Rizek apostam no Corinthians
“A primeira Copa do Brasil nunca se esquece. Foi em 1995, sob o comando de Eduardo Amorim, aquele ex-falso ponta-direita do Cruzeiro e do Corinthians, de muita técnica e extrema visão tática do jogo. Mas, os heróis da decisão foram, sem dúvida, Marcelinho Carioca, autor do gol da vitória sobre o poderoso Grêmio de Felipão, em pleno Olímpico, além de Ronaldo e Viola, dois outros ícones corintianos.
Foi um ano prodigioso para o Timão, que ainda empalmou o título paulista, comparável apenas ao título de 2002, quando, sob as ordens de Parreira, o Corinthians venceu a mesma Copa do Brasil e o Rio-São Paulo, perdendo, porém, o Brasileirão para o Santos de Robinho.
Esse Corinthians, bem modificado em relação ao de 95, tinha como característica um toque de bola exato e constante, a partir do meio-de-campo formado por Fabrício, que hoje brilha no Cruzeiro, Vampeta ou Fabinho, de volta ao Timão e Ricardinho. No ataque, Leandro, que tanta falta faz hoje em dia ao São Paulo, Deivid e Gil, e levantou o título com um empate com o Brasiliense, no final.
Na verdade, se o amigo cotejar os times de 95 e 20002 com o de agora verá que há um um elo ligando-nos. Todos enfatizam um jogo de toque, ofensivo, uns com mais talentos, outros, com menos. Mas, a idéia é a mesma: dois volantes de qualidade, que sabem sair para o jogo, dois meias de habilidade e atacantes que não se restrigem a enfiar a bola no gol. Nesse sentido, o Corinthians está preparado para levantar a terceira Copa do Brasil, desde que o adversário deixe, claro”.
Alberto Helena Jr.
“Se o Corinthians vencer mesmo esta Copa do Brasil, vai ser a primeira vez que isso pode ser considerado “surpresa”. Não exatamente pelo jogo de hoje, quando a equipe entra como favorita. Refiro-me ao começo do campeonato, quando todo mundo via Palmeiras, Inter e o próprio Botafogo como equipes mais fortes. E eram mesmo...
Em 1995, o Corinthians vinha de um vice-campeonato brasileiro no ano anterior. Mário Sérgio começava a temporada no comando técnico, com um elenco que misturava velhos ídolos (Ronaldo, Viola, Ezequiel, Tupãzinho), pratas-da-casa já estabelecidos (Marques, Zé Elias, Marcelinho Paulista), jogadores recém chegados (Vítor, Bernardo e Elivélton, Célio Silva), dois meias que se completavam (Souza e Marcelinho Carioca) e dois moleques que terminariam a temporada como essenciais: André Santos e, principalmente, Silvinho. O Corinthians largava de cima.
Curioso é que o time só deslanchou quando Mário Sérgio caiu (fez apenas a primeira partida da Copa do Brasil) e Eduardo Amorim (lembram-se dele?) assumiu. “Assumiu” é força de Expressão. Os jogadores (Ronaldo, Célio Silva, Henrique, Bernardo, Marcelinho, Zé Elias, Marcelinho...) é que assumiram o comando e o time deslanchou. Marcelinho e Viola (seis gols cada um) foram os jogadores mais decisivos, apesar de Célio Silva ter feito uma partida espetacular no Olímpico, na grande decisão – foi algo realmente impressionante, ele anulou o Jardel.
O paralelo do time atual com o de 1995 é que enfrentou um enorme clima de guerra na grande decisão. Felipão, técnico do derrotado Grêmio, dizia que Marcelinho iria amarelar no Sul. Marcelinho nunca amarelou em finais... E fez o gol do título. Seu primeiro no clube. Em 2002, o Corinthians já não tinha a mesma força do time que conquistou o Mundial de 2000. A parceira Hicks Muse estava indo embora. Mas os jogadores que ficavam ainda eram muito competentes.... Dida no gol. Kléber, Ricardinho e Gil formavam o tal “melhor lado esquerdo do mundo”. Fábio Luciano seguia comandando a defesa. Deivid, contratado em 2001, viria a ser o artilheiro da competição, com 13 gols – um recorde na época. Vampeta estava em grande fase. Era loucura não incluir o time entre os favoritos.
Surpresa, se é que podia ser encarada assim, era Parreira. Ele se identificou rapidamente com o clube, fez um belo trabalho e o paralelo com este ano, com o Mano Menezes, é este: o título fica marcado como o trabalho de um técnico. Se bem que Mano tem ainda mais méritos. Porque ele formou o time, ao contrário do Parreira, que já pegou uma base pronta. A verdade é que 1995, 2002 e 2008 foram campeonatos muito diferentes para o Timão”.
André Rizek
“Posso quebrar a cara pelo meu palpite na contramão da maioria dos colegas. Após os 3 a 1 no Morumbi, o Corinthians matematicamente é de fato o virtual campeão da Copa do Brasil-2008. Mas o gol do Enílton no final daquela partida foi uma tragédia psicológica aos corintianos, penso.
Tá certo que o Sport é um time de jogadores refugos, inclusive seu treinador rebaixado ano passado junto com o Timão. Mas o legítimo campeão brasileiro de 87 está hoje em grande fase e, sobretudo, turbinado pelo doping de euforia da “argentina” torcida pernambucana. Por isso, ao meu ver, o Leão, que já derrubou grandes como Palmeiras, Inter e Vasco, é favorito ao título na “La Bombonera” do Nordeste. Deve ganhar por 2 ou 3 a 0, apesar do árbitro Alicio Pena Júnior, considerado “El Saboneton”, pois fingi que nada vê e ouve, deixando passar os lances polêmicos.
Já o Corinthians se apega à tradição de poder ser pela 3ª vez campeão da competição “mata-mata” fora de casa. Em 1995, Viola e Marcelinho ajudaram o Alvinegro a derrubar o mais copeiro Grêmio na final e erguer a taça, de forma invicta, em pleno Olímpico. Enquanto que em 2002, sob o comando do pragmático Parreira e com um dos melhores lados esquerdos do mundo, o Timão só fora campeão contra o Brasiliense graças ao “apito-amigo”.
Quem não se lembra de Carlos Eugênio Simon “operando” o time candango naqueles 2 a 1 do Morumbi? Na ocasião, ele ignorou um pênalti dos visitantes e validou um gol irregular dos mandantes paulistas. Só espero que desta vez, na decisão de Recife, o apito não influencie o resultado, para nenhum dos lados”.
Milton Neves
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