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30/05 - 13:18 - Por Renan Justi
Leão já mostrou que é forte dentro de casa, mas vacila quando atua longe de sua torcida; Timão terá que melhorar o passe para levantar a taça
SÃO PAULO – Corinthians e Sport protagonizarão pela primeira vez, nos últimos cinco anos, uma decisão de Copa do Brasil sem nenhum representante do Rio de Janeiro. Aliás, a eliminação de Botafogo e Vasco nas penalidades também impediu uma nova final entre conterrâneos, ocorrida pela última vez com Flamengo e Vasco, em 2006.
Os dois confrontos das semifinais mostram quanto o fator campo foi primordial no desempenho das equipes. Quando o Vasco visitou a Ilha do Retiro, foi incapaz de provocar uma defesa sequer do goleiro Magrão; na volta, em São Januário, somou 15 arremates nos dois tempos. Com o atual campeão pernambucano a história não foi diferente. Enquanto jogava em casa, o Sport esteve apenas 27% do seu tempo na defesa. Na volta, concentrou sua posse de bola na zaga em 47% do tempo.
Nos cinco minutos finais, já no desespero, a tentativa do técnico Antônio Lopes de igualar o placar agregado foi válida. Ao usar três atacantes, sua equipe soube finalizar e cruzar melhor a bola. Um exemplo disso aconteceu no gol de Edmundo, que, aos 45 minutos, aproveitou o rebote do chute preciso de Pablo.
A outra vaga para a final foi marcada pelo equilíbrio absoluto. A ausência dos dois laterais titulares, aliada à obrigação de atacar, fez deste Corinthians o que mais errou passes em um jogo da atual Copa do Brasil. Foram 58 toques sem chegar aos pés do companheiro.
O empate das equipes persistiu até nos números gerais da partida. Foram 10 finalizações para cada lado, com o bom índice de 60% de acerto para os botafoguenses. Ao alçar bolas para a área, os dois times tiveram sucesso em três ocasiões. Dito isso, fica claro que a disputa por pênaltis foi a melhor forma de desempatar o confronto.
Este será o quarto choque entre pernambucanos e paulistas na competição. Os nordestinos levam vantagem por terem eliminado dois paulistas. Contudo, é o direito de decidir o confronto na Ilha do Retiro que surte maior vantagem. Em 5 jogos dentro de casa, o Sport marcou 17 gols e sofreu 4. Fora dos seus domínios, o comportamento é bem pior: anotou 4 gols, teve as redes furadas em 6 oportunidades e perdeu os dois últimos jogos.
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