hipismo

Datas:

Adestramento: 14 a 18 de julho de 2007
CCE: 20 a 22 de julho de 2007
Salto: 26 a 29 de julho de 2007

Local: Centro Hípico Deodoro

Provas: salto, adestramento e conjunto completo de equitação (CCE)

Regras: O hipismo é o único esporte olímpico em que homens e mulheres competem no mesmo evento. No salto, os conjuntos são punidos com pontos se excederem o limite de tempo, derrubarem, desviarem ou se recusarem a saltar um obstáculo, ou ainda em casos de queda ou erro de percurso. A classificação é determinada pelo número de pontos perdidos com as faltas, sendo que o conjunto que acumular o menor número de pontos é o vencedor.

Os cinco juízes que avaliam as apresentações de adestramento levam em conta aspectos como postura da cabeça e a posição das orelhas do cavalo. Não é permitido falar com a montaria ou fazer qualquer barulho.

Na CCE, que combina as duas modalidades anteriores mais uma prova de cross-country, a pontuação é obtida pelos mesmos critérios das disputas isoladas, mais a coragem e o preparo físico do conjunto na prova em campo aberto.

Forma de disputa: As provas serão disputadas em pista de areia e ao ar livre. No caso do salto, a pista do Rio será desenhada por Sue Benson, projetista indicada pela Federação Internacional de Hipismo (FEI).

Adestramento: A ordem de apresentação será determinada por sorteio. As equipes poderão ser formadas por três cavaleiros e quatro cavalos, mais um conjunto reserva, ou quatro cavaleiros e quatro montarias, mais um conjunto reserva. São computados apenas os três melhores resultados, de acordo com as porcentagens indicadas pelos juízes.

São três dias de prova. A primeira é a São Jorge, que define o resultado por equipes. A vencedora será a que obtiver a maior porcentagem; em caso de empate, a equipe campeã será a que tiver o conjunto melhor classificado no individual.

A São Jorge também seleciona 25 conjuntos que seguem para o segundo dia de disputa, no individual. No terceiro dia, apenas os 15 melhores competem, executando movimentos obrigatórios com coreografia livre e música escolhida pelo cavaleiro/amazona.

Salto: A ordem de entrada será determinada depois de um ‘treino classificatório’, que será feito na pista oficial, com aproximadamente oito obstáculos. Cada ginete terá no máximo 90 segundos para percorrê-la. O desempenho determinará o ‘grid’.

Serão disputadas três provas em três dias, com um de descanso antes da final individual. A classificação por equipe será feita com base nas faltas cometidas pelos três melhores conjuntos de cada país na primeira prova e na primeira rodada da segunda prova. Para o resultado individual, serão consideradas as faltas cometidas a cada rodada das três provas.

A primeira disputa, com 12 a 14 obstáculos, incluindo um duplo e um triplo ou três duplos, não terá desempate. Os obstáculos estarão colocados a até 1,45m de altura. A segunda terá obstáculos a 1,50m e será dividida em duas rodadas, sem disputa contra-relógio ou desempate. Somando-se os melhores resultados das duas provas, o time que tiver o menor número de faltas será o campeão pan-americano.

Se houver igualdade de faltas, aí sim haverá um desempate contra o relógio, que será realizado em uma pista com seis obstáculos. O campeão será o time com menos faltas. O tempo será usado como critério de desempate. Vale lembrar que resultado do tie-break determinará apenas a classificação da equipe, não contando para o resultado individual.

A terceira prova (apenas individual) terá duas rodadas contra-relógio e permitirá a participação apenas dos conjuntos que não tenham sido eliminados ou retirados da disputa anterior. Na primeira rodada, haverá de dez a 12 obstáculos, a 1,50m de altura. Na segunda rodada serão oito obstáculos com um duplo e um triplo, a 1,60m de altura e sem obstáculo com água. Quem cometer o menor número de faltas será o campeão pan-americano. Se houver empate, haverá mais uma passagem contra-relógio com oito obstáculos retirados da primeira e segunda rodadas.

CCE: A competição é um tipo de triatlo eqüestre realizado em três dias de disputa. Para vencer as provas, os conjuntos devem combinar elegância e precisão nas disputas de adestramento, preparo físico na etapa de cross-country e velocidade e sincronia nos saltos. A exemplo da vela, a classificação é por pontos perdidos, ou seja, ganha quem perder menos pontos.

No primeiro dia, os conjuntos competem no adestramento, executando uma seqüência de movimentos pré-estabelecidos. No dia seguinte, a disputa é de cross-country, dividido em quatro etapas: na primeira, o animal deve trotar por um tempo pré-determinado, logo em seguida, ele salta uma série de obstáculos em alta velocidade. Depois disso, ele percorre um percurso de recuperação, no qual é permitido prestar qualquer tipo de assistência ao animal. Na última etapa, os conjuntos têm de percorrer um campo aberto com obstáculos rústicos e naturais, que devem ser saltados.

O último dia de competição é destinado a uma prova de salto, que segue o modelo tradicional, reunindo cerca de dez obstáculos.

Classificação: As provas de hipismo vão reunir 150 conjuntos divididos em: 90 nas provas de salto, 40 nas de CCE e 20 nas de adestramento. O Brasil participa com cinco conjuntos no salto (quatro titulares e um reserva) e três no adestramento.

Países como México, Estados Unidos e outros com tradição na modalidade deverão ter suas vagas asseguradas pela posição no ranking internacional. Aqueles que têm menor tradição, provavelmente, precisarão participar de uma competição específica, a ser determinada, para se classificar.

Para obter a vaga no CCE, os países têm de obter resultado expressivo em um Concurso Completo Internacional de nível três estrelas. Um resultado qualificatório requer aproveitamento mínimo de 50% no adestramento (máximo de 75 pontos perdidos), máximo de uma falta no cross country com atraso máximo de 90 segundos no tempo e limite de quatro faltas na prova de salto.

O técnico sueco Eric Lette foi contratado pela Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) para trabalhar com a seleção de adestramento. Ele tem vindo ao país para ministrar clínicas e instruir oito cavaleiros pré-selecionados que são periodicamente avaliados quanto à evolução técnica. Ao mesmo tempo, outros cinco cavaleiros competem na Europa e onde são igualmente observados por Lette.

A equipe oficial do Pan (três titulares e um reserva) será definida pelo treinador até 3 de junho. O projeto de desenvolvimento e avaliação da equipe pan-americana terá, no total, dois anos e seis meses de duração, incluindo o acompanhamento de Lette durante os Jogos Pan-americanos.


No salto, que ainda não tem técnico, as regras foram alteradas após a posse do novo presidente da Confederação, em fevereiro. Rodrigo Pessoa e Bernardo Alves já estão pré-convocados. As outras vagas serão definidas em duas seletivas: o Concurso Internacional da Sociedade Hípica Paulista e Campeonato Sênior, no Rio de Janeiro, em março. Os treinos e torneios previstos anteriormente na Europa estão cancelados.

No CCE, o técnico Ademir de Oliveira será encarregado por definir a equipe pan-americana (seis conjuntos titulares e dois reservas) e fará uso de critérios subjetivos de avaliação. Os conjuntos que alcançarem os critérios mínimos para participar do Pan e formalizarem seu desejo integrarão do processo seletivo. Em 21 de junho, o treinador anunciará o nome dos concorrentes às vagas com os três conjuntos com melhores resultados em três competições (que serão definidas pela Confederação) e outros nove conjuntos escolhidos pelo técnico. Em 12 de julho, Oliveira divulgará os seis conjuntos titulares e dois reservas em cima desta lista.