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Clodoaldo conquista o sétimo ouro pessoal e 64º do Brasil

18/08 - 22:41 - Gazeta Esportiva



Depois de seis dias de competição na piscina do Parque Aquático Maria Lenk, Clodoaldo Silva fechou com chave de ouro sua participação nos Jogos Parapan-Americanos. Neste sábado foi a vez de ganhar mais dois ouros, ambos seguidos de recordes mundiais – um nos 100m livre e outro nos 4x50m medley.

 

No total, Clodoaldo conquistou sete medalhas de ouro, uma de prata, oito recordes mundiais e dois recordes parapan-americanos. O desempenho do nadador ajudou o Brasil a terminar o penúltimo dia dos Jogos na liderança geral do quadro de medalhas, com 210 (64 de ouro, 45 de prata e 54 de bronze).

Na prova dos 100m livre, Clodoaldo já era o atual recordista mundial da prova com 1min17s44 e conseguiu abaixar sua marca para 1min16s99. A prata ficou com o mexicano Juan Reyes que terminou com o tempo de 1min36s19. O bronze foi para outro mexicano Arnulfo Castorena com a marca de 1min50s24.

Nos 4x50m medley, que encerrou as provas de natação do Parapan, a equipe brasileira formada por Clodoaldo, Adriano Lima, Daniel Dias e Luís Silva, conquistou o ouro com o tempo 2min33s59. A prata ficou com os mexicanos que fizeram 3min04s08. O bronze foi para a Argentina com o tempo de 3min25seg03.

“Eu vim para a competição para diminuir meus tempos e fui surpreendido por conseguir fazer todas as vezes que entrei na água. Esse é o resultado de um trabalho duro. Espero que todos esses resultados sirvam para consolidar mais ainda o esporte paraolímpico. Agradeço muito a torcida, a minha família e a Deus por me dar essa oportunidade", disse o atleta.

Segundo Clodoaldo, outro fator que o mobilizou para ter um aproveitamento de quase 100% foi a torcida que esteve presente durante todos os Jogos. Além do público gritar pelo nome do atleta, as crianças deixaram registrado no coração do campeão o grito de guerra: “Sai, sai da frente. Sai que o Clodoaldo é chapa-quente”.

“Nunca imaginei que seria aplaudido por um número tão grande de pessoas. Fiquei muito emocionado. Acredito que a torcida foi fator determinante não só para mim, mas para toda a delegação brasileira. Agora quero descansar um pouco e retomar meus treinamentos, pois o meu foco principal são os Jogos Paraolímpicos de Pequim”, completou.

O técnico do atleta acredita que o tipo de treinamento que foi utilizado contou muito para que ele abaixasse seus tempos.

“Fizemos um treinamento para ele nadar na classe S5, já que no último mundial ele foi reclassificado para essa classe. Entramos com um processo junto ao Comitê Paraolímpico Internacional e Clodoaldo voltou para a classe de origem. O resultado está aí”, afirmou Carlos Paixão.



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