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29/07 - 15:19 - Gabriel Perline, repórter Último Segundo
Recorde de medalhas, belas conquistas e emocionantes disputas no Rio de Janeiro. Mas o Pan também teve suas gafes e fatos curiosos.
As palavras "declaro abertos os Jogos Pan-Americanos. Boa sorte!", são tradicionalmente pronunciadas pelo presidente do país-sede do evento, mas não foi o que ocorreu aqui no Brasil.
Após a cerimônia de abertura, com todas as delegações posicionadas no estádio do Maracanã, o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, tomou posição na tribuna de honra para proclamar os dizeres, mas foi impedido pelos brasileiros presentes na arquibancada. Em meio às vaias, Lula se retirou do palanque e deixou o discurso a cargo do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Artur Nuzman.
Decepcionado com a postura do público, Lula não compareceu à festa de encerramento, no domingo.
Apagão na pira?
Uma das gafes que marcaram o Pan foi a redução da intensidade da chama da pira pan-americana na manhã do dia 24 de julho.
| Gregory Bull/AP |
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| Pira Pan-Americana |
Confusão no Riocentro
No dia 22 de julho, após a derrota da judoca Érika Miranda na disputa pelo ouro contra a cubana Sheila Espinoza, houve uma confusão na arquibancada. O embate foi vencido por um koka e a marcação dos juízes revoltou a torcida brasileira que começou a jogar objetos em direção aos árbitros.
O juiz da luta, o dominicano Juan Thalas, foi atingido no final do combate com um copo, atirado da arquibancada.
| Nara Alves, do Último Segundo |
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| Aurélio Miguel (de laranja) e os cubanos |
Além disso, no momento da premiação, enquanto a judoca brasileira chorava no pódio, os torcedores brasileiros se viraram de costas para a arena armada no Riocentro em forma de protesto à decisão do árbitro dominicano.
Com a confusão, todas as lutas agendadas para o restante do dia sofreram atrasos de aproximadamente duas horas.
Tumulto no Maracanãnzinho
Os torcedores que estavam com ingressos para a semifinal 2, disputada por Cuba e Estados Unidos, tentaram invadir o Maracanãnzinho, alegando que a seminifal 2 seria entre Brasil e Venezuela.
Pouco antes do jogo, alguns torcedores pederam a paciência e itensificaram suas formas de protestos, sendo contidos pela Força Nacional, que atirou spray de pimenta em difereção aos furiosos.
O tumulto começou por volta das 18h30, quando cinco torcedores foram detidos e ficaram impedidos de assistir à partida, sendo liberados somente à 0h30 do dia 27 de julho.
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