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29/07 - 19:44 - Da Redação do Último Segundo
No início da noite deste domingo, o Estádio Mário Filho, o Maracanã, foi palco da cerimônia de encerramento da 15ª edição dos Jogos Pan-Americanos, realizada no Rio de Janeiro. Com um público muito menor do que aquele que compareceu ao estádio no dia 13 de julho para a abertura do Pan e prejudicada pelas baixas temperaturas e o clima frio que tomaram conta da capital fluminense nos últimos dias, a festa colocou fim ao evento que mobilizou o Rio nas últimas duas semanas.
Ao final dos Jogos, a delegação brasileira terminou na terceira colocação no quadro geral de medalhas, com 54 ouros - o melhor desempenho do País na história da competição. O investimento total para a realização do Pan foi de R$ 3,8 bilhões, superando muito o orçamento inicial de R$ 800 milhões.
A cerimônia começou de forma emocionante no Maracanã. Logo no início, os bombeiros responsáveis pela procura pelos corpos das vítimas do acidente com o avião da TAM, em São Paulo, foram homenageados - assim como os mortos na tragédia.
Os bombeiros entraram no gramado carregando uma bandeira brasileira, que logo depois foi hasteada no centro do campo. O público presente ao Maracanã - bem menor que na cerimônia de abertura, no dia 13 de julho - cantou o Hino Nacional Brasileiro e fez a contagem regressiva para o início oficial da festa.
Também como aconteceu na abertura do evento, a cerimônia de encerramento do Pan do Rio de Janeiro começou com muito batuque e música. Os cantores Arnaldo Antunes e Ana Costa subiram ao palco para cantar a música-tema do torneio, "Viva Essa Energia", e foram sucedidos por um coral de crianças indígenas e pelos atletas. Ao contrário da festa de abertura, as delegações entraram no gramado juntas, e não uma atrás da outra.
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Após uma bela apresentação de um grupo de jazz que interpretou o típico ritmo do frevo - canção tradicional de origem pernambucana -, o público pôde acompanhar, do telão, imagens com os melhores momentos das duas semanas de competições na Cidade Maravilhosa.
Mas o primeiro grande momento da festa deste domingo foi a entrega das medalhas para os três primeiros colocados da maratona disputada pela manhã. O brasileiro Frank Caldeira, que ficou com a medalha de ouro, foi ovacionado pelos torcedores no Maracanã.
Logo em seguida, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador dos Jogos (CO-Rio), Carlos Arthur Nuzman, fez seu pronunciamento oficial de encerramento - segundo o dirigente, o Brasil comprovou sua capacidade de organizar "grandes eventos".
Nuzman também agradeceu "aos governos municipal, estadual e federal" pelos investimentos que viabilizaram a realização dos Jogos, aos voluntários que trabalharam no Pan e à Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), representada na cerimônia pelo presidente Mario Vásquez Raña.
Quando Raña agradeceu a colaboração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (que não estava presente) e do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, os dois receberam muitas vaias - na abertura do Pan, Lula, que estava presente, já havia sido vaiado. Desta vez, foram ouvidos também alguns aplausos, ainda que tímidos. O vice-presidente, José Alencar, também não compareceu ao evento. "O Rio sediou os maiores Jogos Pan-Americanos da história", exaltou Vásquez.
Na parte final do protocolo oficial, as bandeiras olímpica e pan-americana foram passadas pelo prefeito do Rio, César Maia, ao de Guadalajara, Alfson Petersen Farah, ao som do Hino Nacional Mexicano. A cidade mexicana irá receber a próxima edição dos Jogos, em 2011.
A partir daí, foi a vez das apresentações musicais tradicionais do México, seguindo um ritual da história das festas de encerramento dos Jogos Pan-Americanos. Músicas típicas e símbolos históricos do país da América do Norte tomaram conta do cenário do Maracanã.
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Ainda se apresentaram Fernanda Abreu, Lenine, Elza Soares e o cantor uruguaio Jorge Drexler, que interpretou "Al Otro Lado Del Rio" (música vencedora do Oscar de 2005, tema do filme "Diários de Motocicleta", do diretor brasileiro Walter Salles). Uma queima de fogos quatro vezes maior que a da cerimônia de abertura - segundo os organizadores - fechou, de vez, os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Agora, a chama só será acesa novamente em Guadalajara, daqui a quatro anos.
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