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26/07 - 13:01 - Nara Alves, repórter iG no Rio
RIO DE JANEIRO – Os atletas brasileiros bateram o recorde de medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos obtido em 2003 em Santo Domingo, que era de 29. No entanto, o rendimento por atleta inscrito deve cair em 2007, já que a delegação é 30% maior. Até o momento, o Brasil conquistou 34 ouros, 28 pratas e 43 bronzes, totalizando 105. São 180 atletas e 55 técnicos e dirigentes a mais do que em 2003.
Na República Dominicana, um em cada quatro dos 479 atletas brasileiros subiu ao pódio (29 com ouro, 40 com prata e 53 com bronze, totalizando 122 medalhas). No Rio de Janeiro, este índice deve ficar em um para cada seis dos 659 competidores, já que as disputas de atletismo e softbol que acontecem até domingo, último dia do Pan, não devem alterar significativamente o quadro de medalhas. Isto é, em 2003, 60% dos atletas subiram ao pódio. Em 2007, este número pode cair para 40%.
“Como país sede, somos obrigados a participar de tudo. Por isso, o número de atletas aumentou. Mas têm modalidades em que a gente só participou, e não competiu”, justificou o subchefe da missão brasileira no Pan, José Roberto Perillier. Outra explicação para a queda do índice de medalhas por atleta, segundo ele, é que o número de medalhas em disputa diminuiu. “Estamos dentro do formato Olímpico. O tênis de mesa, por exemplo, antes tinham quatro chances e agora é só individual e por equipe”, explicou.
Entre as modalidades que levaram ouro em Santo Domingo, o atletismo e o judô ficaram com cinco cada, a ginástica e a natação tiveram três, tênis e vela levaram duas cada. A canoagem, o karatê, o tênis de mesa e a patinação conquistaram uma medalha de ouro cada. As equipes feminina e masculina de handebol, as meninas do futebol e os meninos do basquete também subiram ao topo do pódio.
“Os resultados de agora são mais significativos do que os de Santo Domingo porque há a pulverização de medalhas. Vários países vão ter mais medalhas. É o crescimento esportivo nas Américas”, opinou Perillier.
No Pan de Winnipeg, no Canadá, em 1999, o Brasil foi representado por 436 atletas (313 a menos do que no Rio) e trouxe de volta 101 medalhas, sendo 25 de ouro, 32 de prata e 44 de bronze. A equipe brasileira se destacou novamente no atletismo e na natação, com sete ouros cada. O tênis levou duas e ginástica, judô, hipismo, karatê e vela, uma cada. As equipes femininas de handebol, vôlei e vôlei de praia e o time masculino de basquete também foram ouro em Winnipeg, conferindo ao Brasil o quarto lugar no quadro de medalhas.
“Estamos dentro do nosso planejamento, que era a busca do terceiro lugar e a uma medalha de ouro de Cuba”, comemorou o subchefe de missão. Para ele, o Pan do Rio tem sido excepcional para o Brasil, já que pela primeira vez os brasileiros da natação superaram os americanos. “Nunca os EUA vêm ao Pan com força total, mas com os tempos que tivemos com o Cielo, por exemplo, poderíamos ter sido ouro em Atenas. Então, estamos no caminho certo”, acredita Perillier.
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