publicidade
18/07 - 15:25 - Alexandre Salvador, repórter do Último Segundo
RIO DE JANEIRO – Superação. Esta é a melhor palavra para descrever a conquista da nadadora Rebeca Gusmão, ouro nos 50 metros nado livre feminino e, agora, dona do recorde pan-americano da prova. Quem a vê com a medalha no peito nem imagina que a brasiliense pensou em desistir do sonho do ouro.
A nadadora de 23 anos sofreu uma lesão no joelho no início do ano e ficou com a presença ameaçada no Pan do Brasil. “Desde dezembro eu vim me preparando para isso, mas tiveram momentos que eu pensei em desistir. Tive uma lesão no joelho, devido à musculação. Então todos que acompanharam meu semestre puderam ver minha luta diária.”
Recuperada fisicamente, Rebeca sofreu outro baque dias antes da competição, com a notícia da morte de seu sogro. “Perdi semana passada meu sogro, e quis muito ir à Brasília, para dar força à minha família. Mas hoje, sem dúvida nenhuma, eu pedi e ele me deu uma força especial.”
Em seu terceiro Pan-Americano, Rebeca revelou que toda sua carreira foi marcada por muita superação. “Na minha vida como atleta, sempre conquistei as coisas com muita dificuldade. Fizeram até um documentário sobre a minha luta pelo índice olímpico (para os Jogos de Atenas), das dez seletivas que tive, eu consegui o índice na última e a batalha para esta medalha pan-americana não foi diferente.”
Depois da coletiva de imprensa, no Parque Aquático Maria Lenk, Gusmão foi recepcionada por seu marido, Gutemberg Amaral, grande incentivador para que a brasileira não desistisse. Emocionado, o esposo da nadadora agradeceu a homenagem a seu pai e afirmou que a medalha foi mais do que merecida.
“A idéia foi levantar a bola dela e mostrar o talento que ela tem. Todos os anos que ela já havia treinado não poderiam ser desperdiçados e eu tentava mostrá-la que ela não estava sozinha. A minha emoção é pela gratidão dela ter dedicado (a medalha) a meu pai. Ela merece cada grama dessa medalha”, finalizou Gutemberg.
Publicidade
