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Brasileiros decepcionam e dão adeus a medalhas nas provas de tiro esportivo

16/07 - 17:06 - Léo Morelli, repórter do Último Segundo



A primeira tristeza desta segunda-feira na modalidade de tiro esportivo foi com a classificação de Vladimir da Silveira e Stênio Yamamoto, que não tiveram um bom desempenho na final e ficaram de fora do pódio na disputa de pistola livre dos Jogos Pan-Americanos. Vladimir terminou a competição na sétima posição, somando 630.6 pontos, enquanto Yamamoto foi oitavo com 629.1. Na seqüência, foi a vez de assistir a eliminação de Rodrigo Bastos, único brasileiro que tinha grandes chances de medalha.


Na pistola livre, o pódio foi dominado por atiradores norte-americanos. Jason Turner ficou com o ouro e Daryl Szarenski garantiu a prata. O cubano Yulio Pelleija foi a exceção e conquistou a medalha de bronze.

Na fase classificatória, Vladimir teve o quarto melhor desempenho e começou bem a decisão, mas depois não manteve o mesmo ritmo e caiu de posição.

“A falta de experiência pesou, o nervosismo foi determinante. Depois do primeiro tiro eu estava bem, mas depois fui me desconcentrando aos poucos, o que não pode acontecer em uma final Pan-Americana”.

Vladimir confessou que precisa treinar mais e leva uma lição de sua participação dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.

“Não posso desanimar nunca, sei o que errei e vou trabalhar para estar em plenas condições e medalha no próximo Pan”, explicou o brasileiro que não garantiu vaga nas Olimpíadas de Pequim.

Já a grande esperança de medalha na modalidade, Rodrigo Bastos, errou nos últimos tiros e ficou apenas com a nona colocação na prova da fossa olímpica, somando 111 pontos. Quem surpreendeu foi outro brasileiro, Roberto Schmits, que ficou na sétima posição com 112 pontos. Os seis primeiros colocados disputariam a final.

“Tudo deu errado desde o começo na classificação, eu estava em uma série muito fraca, eles atiravam muito rápido. Cada um tinha dez segundos para o disparo e quando eu ia me concentrar já era a minha vez, fui advertido oito vezes pelos árbitros, aí tudo ficou mais difícil. Paciência, agora é esquecer este Pan e continuar os treinamentos para outras competições”, analisou o dentista Rodrigo Bastos, que mora Guarapuava, no Paraná.



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