publicidade
15/08 - 15:48 - Gazeta Esportiva
Encerrada a disputa do Campeonato Mundial de canoagem velocidade, que aconteceu entre os dias 8 e 12 de agosto na cidade alemã de Duisburg, o Brasil tem um saldo bem negativo para encarar: nenhuma embarcação classificada para os Jogos Olímpicos de Pequim, no ano que vem. Mesmo assim, o momento é de otimismo entre os canoístas brasileiros.
O favoritismo de alemães e húngaros no Mundial – considerada a competição mais difícil do mundo na modalidade – foi superada. O objetivo da vez é carimbar o passaporte para a China no Campeonato Pan-americano de canoagem velocidade, que acontece nos dias 17 e 18 de maio do ano que vem, em Montreal, Canadá.
A equipe brasileira vem de 11 finais no Mundial, sendo cinco delas em classes olímpicas (1000m e 500m) e as outras em provas de 200m. O principal destaque do país na Alemanha ficou por conta de Nivalter Santos, que foi quarto colocado nas finais C do C1 1000m e 500m da categoria canoa. O sergipano ainda foi nono na Final A do C1 200m.
Contando com Nivalter, o Brasil também compareceu bem com a equipe do C4 200m, que teve ainda Wladimir Moreno, Vilson da Conceição e Pedro Sena e completando a Final A na oitava colocação. De quebra, Wladimir e Vilson ainda foram campeões da Final B do C2 200m.
“A experiência de remar junto com os atletas foi fundamental para aprimorarmos ainda mais a técnica deles, pois desta maneira pude ver de dentro quais são os fatores a serem mais trabalhados”, contou Pedro Sena, que também é técnico de canoa da seleção brasileira. A modalidade, por sinal, é elogiada por João Tomasini Schwertner, presidente da Confederação Brasileira de Canoagem.
Segundo Tomasini, a evolução da equipe de canoa é um dos pontos fortes da canoagem no país. “Pudemos ver no Pan do Rio de Janeiro e aqui na Alemanha que o trabalho sobre a categoria está no caminho certo. Agora é o momento de nos concentrarmos em conquistar uma vaga olímpica ano que vem no Canadá”, planejou o dirigente, lembrando que a canoa conquistou suas primeiras medalhas em Jogos Pan-americanos no Rio, em julho.
Caiaque - Apesar de ser a mais tradicional entre os atletas brasileiros, a categoria caiaque não foi tão bem no Mundial. Entre os homens, foram cinco finais e apenas a K1 1000m dentre as séries olímpicas. O melhor resultado foi a de Edson Silva no K1 200m, com Edson Silva em sexto na Final A.
Entre as Finais B, o Brasil foi campeão do K2 200m com Guto Campos e Roberto Maheler, além de ter faturado o quarto lugar no K4 200m e o oitavo no K4 500m com Sebastian Cuattrin, Givago Ribeiro, Jonathan Maia e Juliano Crai. Kuatrin ainda foi o quinto na final C do K1 1000m.
Entre as mulheres, que competiram apenas nas categorias K2 e K4, nenhuma embarcação chegou à final. Mesmo assim, as brasileiras conseguiram vagas em três semifinais: K4 1000m, K2 500m e K4 200m.
Publicidade