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04/08 - 13:54 - Reuters
Rodeada de troféus e medalhas, Farah Colina, acredita que o líder Fidel Castro acabará perdoando seu marido, Guillermo Rigondeaux. Ela acha que a estrela do boxe cubano, que desertou nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, poderá voltar para casa.
Rigondeaux, campeão olímpico de Sydney, em 2000, e Atenas, em 2004, na categoria de 54 quilos, abandonou em 22 de julho a delegação cubana junto com outro boxeador, o representante de Cuba na categoria até 69 quilos, Erislandy Lara.
Ambos foram detidos na quinta-feira em uma praia do Rio de Janeiro por não portarem documentos e poderiam ser deportados para Cuba.
'Fidel é um homem de grande coração e confio que ele dê um voto de confiança a meu marido para que ele possa voltar para casa', disse Colina, com lágrimas nos olhos.
'Estou disposta a enfrentar, a assumir o que seja junto a ele', disse à Reuters em um pequeno apartamento de Havana.
As autoridades brasileiras disseram na sexta-feira que Rigondeaux e Lara seriam deportados assim que o governo Cubano devolvesse seus passaportes.
Os cubanos teriam sido seduzidos por empresários que lhes prometeram contratos para o boxe profissional.
No entanto, segundo a polícia brasileira, estão arrependidos e querem voltar a Cuba.
Colina disse que foi informada sobre a deserção de seu marido como todos os cubanos: lendo o editorial de Castro onde o líder os acusou de traição à pátria por um punhado de dólares.
'Meu marido não é um criminoso, nem um terrorista procurado pela justiça', afirmou a mulher de 31 anos.
Colina, que tem um filho de cinco anos com Rigondeaux, disse que o casal atravessava problemas econômicos, mas não forneceu detalhes.
Cuba não aceitou, em outras ocasiões, o retorno de outros atletas desertores arrependidos. Se Rigondeaux for a exceção, Colina não se ilude pensando em um futuro de glória.
'Tenho esperanças que a revolução o aceite, mesmo que as coisas não sejam como antes', disse.
'O que mais me interessa é a estabilidade da família. Não sei se ele voltará a praticar o boxe ou não', afirmou, observando em suas mãos o troféu conquistado pelo marido ao vencer pela centésima vez consecutiva.
Dentro do ringue, Rigondeaux não perde nenhum combate desde 2003.
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