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10/02 - 14:26 - Gazeta Esportiva
Foram quase 50 dias de angústia e insegurança para o saltador Cassius Duran até o alívio da manhã deste sábado. Confirmado na equipe brasileira que irá ao Campeonato Mundial, em Melbourne, no próximo mês, após a III Tomada de Índices, no Rio de Janeiro, ele correu contra o tempo para cumprir a primeira etapa do projeto para 2007. Todo o problema começou após as férias de julho. Dois dias antes de voltar aos treinos, ele sofreu um acidente de moto. Com muitas escoriações pelo corpo, não teve ossos quebrados, mas perdeu derme e epiderme no tornozelo esquerdo e precisou levar 30 pontos.
Para complicar, a cicatrização deu problema. Os médicos precisaram abrir o ferimento para que cicatrizasse desta forma. “Foram 15 dias para tirar os pontos e mais 40 para cicatrizar”, lembra o atleta. “Fiquei parado e me desesperei. Meu pé inchou, perdi os movimentos e a massa muscular. Até um mês depois achava que não ia dar para voltar”.O retorno foi a conta-gotas. “Meu treinador só me dizia para pular na cama elástica”. Foi mais de um mês de adaptação até finalmente poder voltar aos treinos. Hoje, Duran calcula que esteja com pouco mais de 70% da recuperação completa.
“Até hoje tenho deficiência de força e movimento e o tornozelo ainda está um pouco inchado”. Mas foi o suficiente para assegurar o passaporte ao Mundial nas provas de salto sincronizado, com Hugo Parisi, e plataforma. “Eu já estava muito confiante”, diz, reconhecendo que apesar disso chegou a temer o resultado. “Não fui muito bem no segundo salto e até o último estava meio no perigo. Mas achava que estava muito bem preparado”.
Classificado, o atual vice-campeão pan-americano de plataforma acha que o mês de treinamento até o Mundial será suficiente para fazer as repetições necessárias e garantir um bom desempenho na Austrália. “Se fizer tudo como hoje, sem falhar no segundo salto, fico entre os 12”, calcula.
O Campeonato Mundial garante os 12 primeiros colocados nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.
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