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10/11 - 16:43 - Alberto Helena Jr.
Ouso dizer que esse é o jogo mais importante da gloriosa história do Corinthians, clube que jamais amargou a experiência de cair para um patamar abaixo daquele ocupada pela elite do nosso futebol.
Seus rivais históricos, todos experimentaram o fel da queda, aqui ou ali. O Santos, nos anos 70 caiu na Taça de Prata; o Palmeiras, ainda recentemente, passou pelo inferno da Segundona, e o São Paulo despencou no Paulistão de onde saiu para conquistar o mundo.
Há quem considere que até seria salutar para o Corinthians viver esse drama pra criar juízo e voltar na temporada seguinte renascido em novos moldes, mais compatíveis com sua história. Tenho minhas dúvidas a respeito. A desorganização administrativa do clube atingiu tal ponto de deterioração que é mais lógico esperar pelo pior do que pelo melhor.
Algo, porém, me diz que o Corinthians se safa, lá em Goiás. Parte por suas próprias pernas, mas, sobretudo, porque o Goiás, embora um exemplo de organização gerencial, vem cortejando o rebaixamento com um ardor único nesta temporada.
Mengo! Mengo!
Só para o amigo ter vaga idéia do que significa esse grito ecoando por um Maracanã lotado, basta dizer que a nação rubro-negra sentiu como um golpe de morte a punição do STJD, que tirou do Flamengo o último mando de jogo no templo do futebol brasileiro, por incivilidade de parte de sua torcida.
É o que todos sabem: a súbita ascensão do Flamengo à zona de classificação da Libertadores se deve, sim, a reforços como Ibson e Fábio Luciano, ao trabalho aglutinador de Joel, mas, sobretudo, ao impulso quase sobrenatural que lhe deu a massa rubro-negra no Maracanã.
Luxemburgo, flamenguista de coração, diz que o espetáculo da galera é bonito, mas não decide jogo. Diz, mas não crê muito nisso. Por isso mesmo, tratará de armar seu time com três volantes de ofício, na volta de Maldonado, pra ver se a turma sossega lá em cima. Pois, se torcida não entra em campo, o grito de Mengo! é tão prodigioso, capaz de transformar Obina em Eto´o, num átimo.
Libertadores, já
O técnico Muricy disse que ele e a torcida tricolor estão enjoados do Brasileirão. E que, a partir de agora, time já enfaixado campeão com antecedência, só pensa naquilo: Libertadores.
Pois, a Libertadores, para o São Paulo, começa nesta noite de domingo, quando estiver enfrentando o Grêmio, ainda candidato a uma vaga para o torneio continental.
Segundo Rogério Ceni, outra noite, no Bem, Amigos, se o São Paulo quiser uma vida mais tranquila na Libertadores, antes de mais nada, precisa remover os gaúchos do caminho. O Inter já cuidou de cair fora da disputa por sua própria imperfeição nesta temporada.
O Grêmio, porém, permanece vivo, apesar de tantos baques sofridos. Os mais recentes: as suspensões de Tcheco e de Eduardo Costa, por conta daquela briga com o Furacão.
Além do mais, é o jogo das faixas, e o Tricolor precisa honrar o título conquistado com tanto empenho e mérito.
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