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Bola Virtual: É campeão!

12/08 - 15:36 - Alberto Helena Jr.



O título é apenas simbólico, traz consigo a tradição de que, em campeonatos por pontos corridos, o que termina o turno líder acaba mesmo campeão. Há exceções. Mas, uma delas é exemplar: o Barça, que perdeu o título espanhol da última temporada para o Real. Sucede que, mesmo assim, o Barcelona, líder do primeiro turno, terminou o torneio em primeiro lugar, com o mesmo número de pontos do Real, e só perdeu o título pelo critério do confronto direto.

Dito isso, vale fazer uma breve reflexão sobre as razões que levaram o São Paulo a essa conquista virtual de campeão do primeiro turno. Afora o fato de ser um clube bem administrado, que paga em dia, e que investiu num elenco suficiente e numa comissão técnica altamente qualificada, comandada pelo competente Muricy, que mais?

Não há quem, neste momento, deixe de exaltar a excepcional defesa tricolor como fator decisivo para tal campanha. Afinal, o São Paulo tomou apenas sete gols em dezenove jogos, o que é um prodígio, sem dúvida. 

Assim como é inegável a qualificação dessa defesa onde despontam o goleiraço Rogério Ceni e os quatro zagueiros que se revezam na linha de três adotada prioritariamente por Muricy: os meninos Breno e Alex Silva, Miranda e André Dias. Sem falar em Josué, vigilante protetor da defesa, e no fato de que, no São Paulo de Muricy, até o centroavante marca. Toda essa engrenagem bem lubrificada em treinamentos adequados etc.

Mas, se o amigo recuar o foco para enquadrar nesse cenário também os adversários, verá que tudo isso deu mais certo a partir do instante em que o Brasileirão deste ano mudou de direção em relação aos anteriores e à própria lógica dos torneios por pontos corridos.

Nestes, vale mais arriscar a vitória do que temer a derrota. Traduzindo: atacar é melhor do que se defender, embora o ideal do jogo seja o equilíbrio, é claro.

Sucede que, neste ano, o que se vê no Brasileirão é justamente o inverso: o medo de perder o emprego e a escassez de jogadores de qualidade do meio-de-campo pra frente, levou a imensa maioria dos treinadores a adotar sistemas e táticas muito mais defensivas do que ofensivas, com exceção do Botafogo, que, por isso mesmo ponteou a maior parte do primeiro turno. E que só perdeu a liderança porque Cuca não tinha à mão um elenco como o do São Paulo, para suprir ausências decisivas, como, por exemplo, de Zé Roberto, seu jogador mais hábil.

Ora, se a questão, então, passou a ser quem se defende melhor, nesse quesito, o Tricolor ganha disparado de qualquer outro. E assim se deu.



US Multimídia


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