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27/06 - 16:12 - Alberto Helena Jr.
Eis um jogo-chave para consolidar o espírito de reabilitação do São Paulo neste Brasileirão. Não só para recuperar parte dos pontos inesperados perdidos em casa, mas, sobretudo, para revelar o grau de cristalização desse processo de recuperação anímica do time. Entre outras coisas, porque o Figueirense, embora já não tão eficaz como no início da temporada, é sempre carne de pescoço no seu terreiro.
Muricy não terá Hugo, que fez uma partida exemplar até ser expulso no clássico com o Santos, nem André Dias. A dúvida está no substituto de Hugo: Leandro ou Souza? São dois estilos diferentes, ambos, porém, destros, ao contrário de Hugo, o que não deverá ser tão sentido se Dagoberto cair pela esquerda, como passou a fazer com a nova nomenclatura tricolor. O certo é que, de repente, depois das duas vitórias seguidas, ninguém mais fica lamentando a ausência nem de Mineiro, nem de Josué. Vale uma reflexão a respeito.
Na abertura da Copa América, o Peru meteu 3 a 0 no Uruguai e poderia ter sido de 4, não fosse aquele gol anulado de Guerrero. E olhe que a defesa peruana, como de hábito, está sempre pronta para entregar o ouro ao inimigo, o que acentua ainda mais a inoperância do ataque uruguaio. Mais ainda: a falta de discernimento de seu meio-campo, excessivamente defensivo e nada criativo.
Por outro lado, foi gratificante constatar o reencontro do Peru com o traço marcante de sua identidade: o toque de bola rápido, sempre em progressão. Pode ser tudo isso apenas fruto da estréia de ambas as equipes, e que, mais adiante, o Uruguai cresça e o Peru recaia no lugar-comum dos últimos tempos. Mas, sempre é um sinal.
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