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Bola Virtual: Anderson, Diego e Robinho são as esperanças na Copa América

14/06 - 15:26, atualizada às 15:27 14/06 - Alberto Helena Jr.



Espie o treino se desenrolando na Granja Comary e conte os jogadores que o Brasil dispõe para o meio-campo: Fernando, Josué, Mineiro, Gilberto Silva, Elano, Júlio Batista, Diego e Anderson.

Um grupo de oito jogadores do qual, se devidamente espremido,  pingarão apenas duas gotas de talento – Diego e Anderson, que, por sinal, não sabemos a quanto anda em razão da longa recuperação de séria lesão.

O resto – meia-dúzia deles – é basicamente força.

Avance o olhar, e verá que lá na frente, teremos apenas um atacante de velocidade e habilidade, Robinho, capaz de rodar pelo ataque, além de participar da criação, contra três centroavantes típicos – Fred, Afonso e Love.

Resultado dessa simples observação: nosso sistema de criação estará seriamente comprometido na Copa América, sobretudo se Dunga seguir o padrão habitual de suas escalações.

Sim, porque a tendência será a de jogar com três volantes – Gilberto Silva, Mineiro ou Josué e Elano, que o treinador equivocadamente considera meia, e apenas um meia autêntico – Diego, sobre quem recairá toda a tarefa de criar nesse time.

Ah, sim terá a ajuda inestimável de Robinho, mas aí perde-se a eventual força ofensiva, com o isolamento do centroavante da vez, seja qual for o escolhido.

Mas, sempre haverá a possibilidade de Dunga preferir a formação com dois volantes (Gilberto Silva e Mineiro, por exemplo), encaixando mais á frente a dupla de meias – Diego e Anderson. Já melhora a perspectiva.

Mas, aí, terá que acender uma vela para que nenhum desses dois meia se machuque ou negue fogo, porque o reserva pronto para substituí-lo será sempre uma antítese do titular.

A arte de convocar uma seleção está justamente na capacidade de equilibrar força e talento para que, numa adversidade, não falte nem uma, nem outro.

Desequilíbrio que ficou patente com a chamada de Júlio Baptista para o lugar de Zé Roberto. Não poderiam ser estilos mais distintos.

Zé Roberto é canhoto, de drible fácil, passe exato, chute certeiro e muita leveza nos movimentos. Júlio Baptista é destro, fortíssimo no arranque, mas de passe errático e disparo impreciso. Zé Roberto arma, Júlio Baptista rompe. Nada a ver.

Assim, só nos resta torcer para que Anderson, Diego e Robinho possam jogar todas e bem. Caso contrário, vai ser aquele tatibitate nesse meio-de-campo brasileiro.



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