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23/05 - 20:02, atualizada às 20:05 23/05 - Alberto Helena Jr.
Não há correspondência no planeta ao título de campeão da Liga dos Campeões, tampouco o Mundial de Clubes, que é o grande desfecho de todas as expectativas, mas não tem o mesmo nível de qualidade, muito menos a Libertadores, que é cheia de truques, do tipo este pode ser campeão (os mexicanos), aquele (os sul-americanos) pode, dois times do mesmo país não podem chegar às finais e quejandos.
E o Milan levou a palma diante do Liverpool, naquele cenário dos deuses que é o estádio Olímpico de Atenas.
Jogou pra tanto? Na fria análise, não. O Liverpool foi muito melhor, mais agressivo e envolvente durante três quartos da partida, sem, contudo, criar situações muito delicadas ao goleiro Dida.
O Milan, contudo, foi resistente, ao estilo italiano, e jogou nos pés de Seedorf e Kaká, como sempre, a dose necessária de talento para se impor no placar.
Basta dizer que Kaká sofreu a falta cobrada por Pirlo, que desviou-se no ombro de Insaghi e foi às redes de reina. Assim como coube a Kaká roubar aquela bola no meio de campo, trocá-la com Ambrosini e, na sequência, servir Inzaghi de bandeja para a feitura do gol da vitória, já que o Liverpool, como de hábito, apertou até o final e fez seu gols de honra com Huyt, de cabeça.
O fato é que o Milan inaugurou a temporada sob funda depressão. Punido pela Federação por manipulação de resultados no ano anterior, iniciou o campeonato italiano com oito pontos negativos, não fez nenhuma contratação de vulto, a não ser Ronaldo Fenômeno, já no finzinho da temporada, e foi aos trancos e barrancos seguindo vida na Liga dos Campeões.
De repente, porém, cresceu na reta final, sobretudo a partir da recuperação de Seedorf, que passou a dar uma mãozinha a Kaká na articulação do time, e chegou tinindo diante do Manchester, no jogo da volta, que foi o xis da questão.
E, pela sétima vez, mete a mão na taça mais valiosa do mundo do futebol.
Não é fácil.
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