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25/02 - 15:18 - Alberto Helena Jr.
Foi uma daquelas decisões com todos os traços épicos para entrar na história do futebol inglês: três gols, duas bolas na trave, o drama vivido pelo becão Terry e até um inusitado quebra-pau entre os jogadores, no finalzinho. E, de virada, por 2 a 1, o Chelsea levantou no nariz do Arsenal a Copa da liga da Inglaterra.
Ganhou o melhor e mais ousado, diga-se, pois jogo em 1 a 1, no intervalo, o técnico Mourinho resolveu trocar um volante por um ponta-ponta, o habilidoso menino holandês Robben. Resultado: foi daquela canhota prodigiosa de Robben que saiu a bola alçada na medida para o cabeceio fatal de Drogba, autor dos dois gols dos azuis. De quebra, Lampard e Schevchenko meteram dois balaços na trave inimiga.
Mas, até além do jogo, uma sombra pairou sobre os dois times e o público: as dúvidas sobre o real estado de saúde do beque Terry, protagonista de um lance horripilante: ao tentar um peixinho na área do Arsenal, recebeu violento chute no rosto cujas sequelas são imprevisíveis.
Por falar em ousadia do técnico Mourinho, vale lembrar também a de sir Alex Ferguson, no sábado, quando seu Manchester United, líder disparado do campeonato, empatava por 1 a 1 com o Fulham, na casa do adversário. Pois o velho escocês trocou beques e volantes por atacantes e meias, e colheu o fruto da vitória numa espantosa arrancada de Cristiano Ronaldo pela esquerda, desde sua intermediária até o chute final, na área do Fulham.
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