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21/01 - 23:16 - Alberto Helena Jr.
Era como se as cenas se desenrolassem em branco e preto, num daqueles aparelhos de tv movidos a válvula dos anos 50, quando a Copa América chamava-se Campeonato Sul-Americano e o pau quebrava inevitavelmente ao fim de cada partida. Naquela época, botavam soníferos na nossa laranjada, desligavam a água dos vestiários, e a torcida obrigava nosso time a cumprir o intervalo dentro do campo, para não ser alvo de artilharia pesada das arquibancadas.
Pois, vimos tudo isso, ao vivo e em cores, em pleno milênio da informática, de volta ao passado que nos reservou no presente a Conmebol nessa Copa Sul-Americana sub-20, disputada no Paraguai, no empate por 2 a 2 com o Chile. É bem verdade que, no fundo, no fundo, a Seleção Brasileira cevou essa situação ao deixar-se dominar pelo Chile ao longo de toda a partida. Os chilenos perderam gols incríveis, afora a sucessão de belíssimas defesas do goleiro Cássio, e nós, nas raras vezes em que chegamos lá, cavamos duas bolas fatais – a primeira, na cabeçada de Pato; a segunda no disparo à queima-roupa de Tchô.
Em contrapartida, cedemos os dois gols de pênalti para Vidal, por conta do desastroso nervosismo de nosso time, incapaz de controlar a bola e os espaços mesmo com a vantagem numérica em campo, fruto das expulsões dos chilenos. É verdade que o primeiro pênalti vale muitos replays, se a falta foi fora ou dentro da área. Quanto ao segundo, que detonou a confusão final, não resta a menor dúvida: Fabiano Oliveira abusou da força e da imprudência ao tentar acertar aquela bola à altura da cabeça do adversário. De resto, temos que melhorar muito para chegarmos às Olimpíadas cujas portas só se abrem nessa competição.
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