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Bola Virtual: Caso Nilmar é uma comédia de erros

13/01 - 17:32 - Alberto Helena Jr.



Esse caso Nilmar é uma comédia de erros que parece não ter fim, sobra da herança maldita deixada por Mr. Kia, antes do sumiço.

Paga, não paga, joga, não joga, e, quando tudo indicava que Nilmar já estava integrado ao elenco, escalado para a estréia no Paulistão, surge num rompante na concentração de Jarinu o agente do jogador, pega-o pelo braço, e leva o rapaz embora.

O que foi? O que houve? Ah, qualquer coisa relacionada com os termos da defesa do Corinthians na Fifa, algo que arrepiou a susceptibilidade do procurador do craque.
Bem, se a questão é essa, trocamos o nosso advogado, decide o Corinthians. E entra em cena o Dr. Buriti, que, informam, é assim, ó, com os homens da Fifa.

Isto posto, espera-se agora pelo capítulo seguinte. Joga, não joga? Chi lo sa?

O intrigante nessa história toda é a impassividade do jogador. Ou melhor, do homem Nilmar, que mudo e quedo, é levado daqui pra lá, de lá pra cá, sem emitir sequer um gemido, um esgar de insatisfação ou aprovação.

É como se nada estivesse ocorrendo com ele, justamente o principal protagonista da história toda. Afinal, ele é o objeto de desejo tanto do clube quanto do seu procurador. No começo e no fim, quem joga e produz essa grana toda que gira em torno de si é tão-somente Nilmar, ninguém mais nessa trupe de trapalhões.

É aquela velha definição: jogador joga, procurador procura, cartola encartola, e a platéia se diverte – ou chora.



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