O abaixo-assinado para pedir ao Conselho do Barcelona uma moção de censura ao atual presidente do clube, Joan Laporta, já tem o número mínimo de assinaturas necessárias (5.882) para esta demanda, informaram nesta terça-feira os promotores da iniciativa.
Ainda faltam três dias para o fim do prazo fixado pelos estatutos do clube catalão, mas Oriol Giralt Gili, que junto com Christian Castellvi Clement promoveu a iniciativa, garantiu que "recolheremos um número muito alto (de assinaturas). Mais que o esperado".
Giralt afirmou já ter conseguido o apoio de 5% dos 117.000 sócios com direito a voto, porcentagem suficiente para que se vote uma moção de censura a Joan Laporta.
"A junta diretora tem que fazer um esforço para entender que há muitas opções para uma moção de censura prosperar. Deve-se interpretar o que está acontecendo: milhares e milhares de pessoas não estão de acordo com sua maneira de administrar o clube e já se manifestaram de maneira maciça", acrescentou Giralt.
Laporta, segundo seu adversário, sucumbiu às suas fraquezas. "O presidente tem que ser um senhor, que saiba se comportar. Levaremos tempo para recuperar a imagem de seriedade que nos fez perder", disse.
Lançada em 9 de maio, a iniciativa parecia ser meramente simbólica, mas conseguiu atrair boa parcela dos sócios do Barcelona descontentes com o péssimo desempenho da equipe, que está há dois anos sem ganhar nenhum título e finalizou a temporada com o possível afastamento de seus astros Ronaldinho, Samuel Eto'o e Deco.
Giralt teve o apoio de grandes personalidades, como o ex-candidato à presidência em 2003, Josep María Minguella, entre outros.
Segundo os estatutos do clube, una comissão mista - integrada por dois membros da direção, dois da iniciativa e um representante da federação catalã de futebol - deverá decidir sobre a validade do abaixo-assinado antes de 26 de junho.
Caso seja aprovado, o clube será obrigado a convocar uma assembléia, com um mínimo de 10% dos sócios com direito a voto, para decidir sobre a moção de censura. Se esta moção tiver o apoio de dois terços da assembléia, Laporta e demais diretores serão obrigados a renunciar e uma eleição será realizada.