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20/05 - 09:38 - Por Fernanda C. Massarotto, de Milão
Lateral se despediu do Milan no domingo e disse que pretende jogar no Brasil por mais um ano. De preferência, em um de seus ex-clubes
MILÃO (Itália) – Após cinco anos de sucesso, o brasileiro Cafu decidiu encerrar seu ciclo no Milan. A despedida foi no domingo, com direito a um gol marcado na vitória por 4 x 1 sobre a Udinese, pelo Campeonato Italiano.
Agora, os torcedores de São Paulo e Palmeiras que se preparem. Em entrevista exclusiva ao iG Esportes, o jogador confirmou o desejo de voltar ao Brasil para defender um de seus dois ex-clubes.
Ofertas não faltam para o capitão do penta, que pretende atuar por mais uma temporada antes de encerrar a carreira. Ele está na mira de japoneses e norte-americanos, mas não se anima muito.
"Meu desejo é realmente encerrar a carreira no Brasil. Mas ainda não tenho nada acertado, seja no Brasil, nos EUA ou no Japão. Quanto ao clube de preferência.... os que eu já joguei", revela.
| AFP |
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| Cafu em ação na Copa de 2006 |
Para jogar por mais um ano, Cafu, que completará 38 anos em junho, sabe que é preciso correr por mais um ano. E isso, segundo ele, não será problema. "O fato de jogar com contra gente mais nova não me causa nenhum tipo de problema. Jogo meu jogo e pronto", assegura.
Idade, aliás, é assunto recorrente no Milan, que nesta temporada sequer conseguiu vaga na Liga dos Campeões. Mais uma vez, o brasileiro sai em defesa dos veteranos.
"Nosso elenco é o mesmo de dois anos atrás, e vencemos a Champions League e a Copa Intercontinental. Isso de idade não é justificativa para determinar o sucesso ou fracasso de um time como o nosso".
E o hexa?
Cafu ficará eternamente marcado pelo gesto da final da Copa do Mundo de 2002, quando homenageou a esposa, Regina, e seu bairro, o Jardim Irene, ao erguer a taça do penta.
Embora não tenha sido titular ao longo de toda a campanha, ele também participou do tetra, em 1994. Diplomático, prefere não fazer comparações entre as duas equipes. Mas admite que prefere o penta. "As duas seleções eram excelentes. A única diferença é que na de 2002 eu era capitão e levantei a Copa. É uma emoção a mais", analisa.
Entre tantas alegrias, uma tristeza: o fracasso na Copa de 2006. Talvez, a única mancha na carreira de Cafu, um dos símbolos daquela derrota ao lado de Roberto Carlos. Mas ele não se abala. "Só posso dizer que jogamos mal e pronto. E o torcedor, quando vê sua seleção perder, critica quem quer que seja".
Futuro não muito distante
Embora tenha mais um ano de futebol pela frente, Cafu já pensa no futuro. Não tem nada definido, mas revela o desejo de continuar no futebol.
A alternativa que mais o atrai é virar dirigente. Mais ou menos como fez o amigo Leonardo, atualmente cartola do Milan. "Sabe que não seria uma má idéia?!", brinca o lateral, que nem pensa em ser treinador. "Para falar a verdade, não tenho vontade, não".
E PARA VOCÊ, INTERNAUTA, CAFU DEVE JOGAR NO PALMEIRAS OU NO SÃO PAULO? COMENTE ABAIXO!
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