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Empate sem gols contra Argentina aumenta crise na seleção

19/06 - 00:33 - EFE



Mohamad Hosn Belo Horizonte, 18 jun (EFE) - O Brasil não saiu de um empate sem gols na noite desta quarta com a Argentina no Mineirão, pela sexta rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, um resultado que aumenta ainda mais a crise na seleção. As seleções de Brasil e Argentina não empatavam sem gols há 22 partidas. A última vez aconteceu em 10 de julho de 1988, pelo Torneio Bicentenário da Austrália.

O Brasil entrou em campo hoje tentando deixar para trás as derrotas para Venezuela e Paraguai, ambas por 2 a 0. O tropeço contra os venezuelanos num amistoso nos Estados Unidos foi o primeiro contra a seleção deste país, enquanto na partida de Assunção, pelas Eliminatórias, os paraguaios conquistaram três pontos importantes na briga por uma vaga à Copa de 2010.

Para o clássico desta quarta contra a Argentina, Dunga promoveu mudanças no meio-campo, com a entrada de Anderson no lugar de Josué, e de Julio Baptista na vaga de Diego.

No ataque, o técnico da seleção trocou Luis Fabiano por Adriano, herói do título da Copa América de 2004, no Peru, contra os argentinos.

Com as alterações, Dunga tentou dar à equipe brasileira uma maior movimentação no sistema ofensivo, que pouco criou na derrota de domingo no Paraguai.

Além das alterações, a seleção entrou em campo contando com um retrospecto recente favorável contra a Argentina: os comandados de Dunga tinham vencido por 3 a 0 os dois últimos confrontos - a final da Copa América, no ano passado, na Venezuela, e o amistoso em Londres, em 2006.

Além disso, o Brasil tinha vencido as três partidas contra a seleção argentina disputadas em Belo Horizonte: 3 a 2, em 1968; 2 a 1, em 1975, e 3 a 1, em 2004.

Do lado argentino, o técnico Alfio Basile fez quatro alterações em relação ao time que empatou no domingo com o Equador em Buenos Aires. Na zaga, Coloccini entrou no lugar de Demichelis, suspenso, enquanto o meia Verón, com uma contratura, foi substituído pelo volante Fernando Gago.

Também no meio-campo, Maxi Rodriguez saiu para entrada de Gutierrez, e no ataque o jovem Sergio Agüero deu lugar a Julio Cruz.

O Brasil entrou em campo tentando impor um ritmo jogo forte, e com menos de cinco minutos, já tinha conseguido dois escanteios contra a Argentina.

Já os argentinos se preocupavam em segurar o Brasil e tentavam levar perigo nos contra-ataques, mas com muitos erros na saída do jogo não ameaçavam o gol de Julio César.

No entanto, a primeira chance real foi da Argentina, aos 16 minutos. Após cruzamento de Heinze pela esquerda, Julio Cruz apareceu sozinho na área para cabecear, obrigando Julio César a fazer uma boa defesa.

O Brasil respondeu apenas aos 22 minutos. Depois de linda jogada de Robinho, a bola sobrou livre para Julio Baptista, que bateu forte de dentro da área e obrigou Abbondanzieri a fazer milagre no Mineirão.

Apenas um minuto depois, Robinho foi lançado pela esquerda, passou por Abbondanzieri, que foi obrigado a abandonar a área, mas, sem ângulo, acabou desarmado.

A última grande chance do primeiro tempo aconteceu aos 44 minutos, e foi argentina. Messi recebeu um ótimo lançamento de Coloccini, apareceu sozinho na frente de Julio César, mas bateu muito mal, sem perigo para o gol brasileiro.

A primeira oportunidade do Brasil na etapa final saiu aos cinco minutos, quando Adriano recebeu na área e tentou virar o jogo para Robinho. O passe, no entanto, saiu forte demais e acabou nas mãos de Abbondanzieri.

A seleção, que não foi modificada pelo técnico Dunga para o segundo tempo, passou a errar muitos passes no meio-campo, o que levou a torcida a ensaiar algumas vaias e a pedir "raça" dos jogadores.

Os argentinos responderam somente aos 11 minutos. Depois de um belo passe de Riquelme, Julio Cruz recebeu na área e bateu com perigo por cima do gol brasileiro.

O Brasil voltou a levar perigo aos 16 minutos. Julio Baptista cobrou falta no ângulo, obrigando Abbondanzieri a se esticar todo para mandar a bola para escanteio.

Aos 25 minutos, Dunga tirou Adriano e colocou Luis Fabiano na equipe. A mudança surtiu efeito e em seu primeiro lance o atacante acertou um belo cruzamento pela esquerda. Julio Baptista pegou de voleio, mas o goleiro argentino segurou firme.

No entanto, após esse lance isolado, a seleção voltou a jogar mal e a repetir os erros das ultimas partidas, e foi obrigada a deixar o gramado ouvindo os gritos da torcida de "adeus, Dunga, adeus, Dunga".

- Ficha técnica: Brasil: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Mineiro, Anderson (Diego, aos 33 minutos do primeiro tempo) (Daniel Alves, aos 35 min do segundo tempo) e Julio Baptista; Robinho e Adriano (Luis Fabiano, aos 25 min do segundo tempo).

Técnico: Dunga.

Argentina: Abbondanzieri; Burdisso, Coloccini, Heinze e Zanetti; Mascherano Fernando Gago, Gutierrez e Riquelme (Battaglia, aos 38 min do segundo tempo); Messi (Palacio, aos 45 min do segundo tempo) e Julio Cruz (Aguero, aos 22 min do segundo tempo). Técnico: Alfio Basile.

Árbitro: Óscar Julián Ruiz (COL), auxiliado por seus compatriotas Wilson Berrío e Rafael Rivas.

Cartões Amarelos: Juan, Adriano (Brasil), Julio Cruz, Mascherano, Gago e Gutierrez (Argentina). EFE mh/plc



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