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Cabral rejeita acordo para policiais desistirem de greve no Pan

10/07 - 12:04 - Reuters



Por Pedro Fonseca RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou nesta terça-feira que os policiais que ameaçam entrar em greve durante os Jogos Pan-Americanos que começam esta semana não terão suas reivindicações atendidas.

O governador, que esta manhã participou da cerimônia de abertura da Assembléia Geral da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), minimizou a operação padrão de 48 horas iniciada na segunda-feira pelo Polícia Civil e disse acreditar num enfraquecimento do movimento.

'Não há negociação enquanto houver Pan-Americano, eu não trabalho com chantagem', afirmou o governador a jornalistas, após abrir oficialmente a reunião da Odepa ao lado do prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), e representantes dos 42 países que disputarão o Pan.

Na quarta-feira, os policiais civis fazem uma reunião para avaliar se mantém a greve durante o Pan.

A Polícia Militar também ameaça iniciar uma paralisação, o que poderia afetar em cheio o planejamento de segurança dos Jogos, a três dias da cerimônia de abertura. Mais de 10 mil policiais estaduais do Rio fazem parte do planejamento de segurança da competição.

'Realmente não há momento mais fora de propósito do que este... num momento que você recebe milhares de convidados nacionais e internacionais', acrescentou o governador.

Segundo Cabral, as manifestações da polícia as vésperas do Pan causam uma imagem negativa da entidade junto à população, e por esse motivo os próprios policiais deveriam desistiram de fazer a greve.

O ministro do Esporte, Orlando Silva, também participou do encontro e repetiu a opinião do governador quanto a ameaça de greve de funcionários da Infraero. Os aeroportuários suspenderam a greve marcada para quarta-feira e discutirão, na sexta, a contraproposta da empresa para definir se farão ou não uma paralisação.

'Não haverá prejuízo porque eu acredito que não haverá greve. Evidente que as mobilizações das categorias devem ser ouvidas e respeitadas, mas eu não acredito em nenhum tipo de paralisação', afirmou o ministro.



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