Kuala Lumpur, 4 abr (EFE).- O circo da Fórmula 1 volta a se movimentar no próximo domingo com a realização do Grande Prêmio da Malásia, disputado no circuito de Sepang.
O GP da Malásia é o mais duro da temporada para carros e pilotos, por causa das altas temperaturas, de aproximadamente 35 graus no ar e 56 na pista, que representam uma verdadeira prova de resistência.
Justamente as condições extremas encontradas nesta pista é um dos fatores decisivos para o motor do finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, que venceu o GP da Austrália há três semanas. O propulsor do atual líder da categoria teve um pequeno vazamento de água e, após o treino de classificação, os técnicos decidirão se mudarão ou não o componente.
Caso faça uso de um novo motor, Raikkonen perderá dez posições no grid de largada, mas isto não seria uma desvantagem muito grande para o piloto da Ferrari, pois no circuito de Sepang as ultrapassagens podem ser realizadas com relativa facilidade, pois a pista é muito larga.
No entanto, caso Raikkonen opte pela mudança de motor, ele terá pela frente dois duros adversários, o seu companheiro de equipe Felipe Massa e Fernando Alonso.
Massa, o principal nome brasileiro na categoria, é atualmente o sexto na classificação geral e fará de tudo para alcançar uma vitória que o ajude a provar que pode lutar pelo título do mundial de pilotos em 2007.
No entanto, o finlandês e o brasileiro terão que vencer um complicado adversário fora das pistas em busca da vitória na Malásia, pois os carros da Ferrari terão que passar pelas verificações dos comissários da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sem a mola dianteira situada no extremo dianteiro do fundo plano, após uma solicitação da Mclaren.
Tudo parece indicar que esta mola permite que a parte dianteira do fundo plano levante com o carro em movimento e o permita alcançar maiores velocidades. Caso não possa usar este componente no próximo fim de semana, talvez alguns décimos de vantagem que a Ferrari conseguiu na Austrália sejam perdidos.
Já o espanhol Fernando Alonso retornou à Europa após o Grande Prêmio da Austrália e não participou na última semana dos treinos realizados por todas as equipes do circuito de Sepang, deixando este trabalho nas mãos de Pedro de la Rosa e do britânico Lewis Hamilton.
O MP4/22 apresentará algumas novidades, mas certamente não serão suficientes para resistir à enorme vantagem que a Ferrari mostrou na Austrália.
Na próxima sexta, o dia será de treinos livres, com duas sessões de uma hora e meia cada. Assim as equipes terão a oportunidade de realizar os últimos ajustes em seus carros.
Já no sábado acontece outro treino livre e a sessão de classificação, na qual será definido o grid de largada da prova de domingo. EFE go fal