Buenos Aires, 29 mar (EFE).- O ex-jogador arge o álcool, aparentemente sem relação à sua falta de aplicação na dieta alimentar apresentada por seu médico particular, Alfredo Cahe, após a operação de redução de estômago à qual se submeteu em 2005.
Cahe admitiu hoje que o ex-jogador, que sofre de uma depressão, cometeu excessos "de alimentação e de bebida" nos últimos tempos, razão pela qual foi internado na quarta-feira no hospital Güemes, de Buenos Aires, com um mal-estar.
"Diego estava muito desanimado por problemas familiares que não vou mencionar. Ele tinha coisas importantes que não podia levar adiante, e por isso ficou depressivo", disse hoje Cahe à "Radio Uno", da capital argentina.
Segundo o médico, Maradona não queria ser internado. "Ele acordou durante a madrugada e me insultou. Voltou a ser sedado e dormiu", comentou.
Maradona afirmou que não consome drogas, mas disse que ultimamente fumava três ou quatro charutos por dia. Isto também o prejudicou, já que nunca teve experiência com tabaco na vida.
"Era necessário interná-lo num hospital. Já tínhamos pensado nisso há algumas semanas, mas Diego se levantou e se foi", afirmou.
"Ele aumentou muito de peso e acabou inchado. Agora, deverá ficar internado por alguns dias", completou.
Ao falar sobre a possibilidade de levar Maradona a um tratamento na Suíça, anunciada no último fim de semana pelo próprio médico, ele disse que levá-lo para lá por dez ou 15 dias seria bastante interessante, mas que o país não tem infra-estrutura para o quadro clínico". "Há um tempo, o país ideal diante de seu quadro era os Estados Unidos, mas ele não pode entrar lá", afirmou.
Quanto à alternativa a submeter o ex-jogador a um tratamento psicológico, ele afirmou que, conhecendo Diego, sabe que a metodologia não funcionaria.
"Muitas vezes, a melhor forma de interagir com ele foi escrevendo. Eu anotava algumas indicações e ele me respondia de forma muito coerente", explicou o médico.
Cahe garantiu que a vida de Maradona "não corre perigo".
Ele "deverá ficar internado por alguns dias e depois veremos como continuamos. Conheço ele há 30 anos e não vou abandoná-lo", afirmou o médico. EFE ee dp