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COLUNA-Fim de ano frustrante para os convocados à Copa de 2006

27/12 - 14:49 - Reuters

Por Sílvio Lancellotti, especial para a Reuters SÃO PAULO (Reuters) - Para a imensa maioria dos 23 convocados por Carlos Alberto Parreira para a Copa da Alemanha, em 2006, não foi feliz a segunda parte da temporada. Três deles, em especial, terminaram contundidos a segunda parte do ano: o arqueiro Dida, o lateral Cicinho e o atacante Fred.

Pode-se afirmar, com segurança, que apenas outros três chegaram a dezembro repletos de satisfações: o arqueiro Júlio César, que brilha na meta da Internazionale de Milão, e os meias Kaká e Juninho Pernambucano, que fulguram no Milan e no Lyon.

Dos atletas que mais prometiam emoções na Copa, e que fracassaram na competição, Ronaldinho Gaúcho ainda encanta a torcida do seu Barcelona. No entanto, se frustrou ao perder, para um zagueiro, Fabio Cannavaro, capitão da seleção da Itália, hoje no Real Madrid, os principais prêmios que o esporte reserva a cada ano -- a 'Bola de Ouro' da Fifa e a 'Bola de Ouro' da revista France Football.

Quanto a Ronaldo Fenômeno e Adriano, respectivamente no Real Madrid e na Internazionale, claudicaram.

Seguidamente machucado, ou longe da sua forma ideal, Ronaldo só atuou em seis pelejas no campeonato da Espanha -- e só anotou um tento. Pela Inter, que lidera o certame da Bota, Adriano só atuou em dez cotejos -- e também só anotou um único gol. Ao menos desistiu de passar o Natal e o Réveillon no Brasil e permaneceu na Itália, em pleno treinamento.

Robinho, que veste a camisa 10 do Real, meramente perambula entre a equipe titular e o banco de reservas. Começou apenas sete das suas catorze pugnas -- pior, também só registrou um tento em 703 minutos. Cafu, no Milan, e Roberto Carlos, no Real, caminham no rumo do fim das suas carreiras.

De certa maneira, apenas encerraram o ano com algumas alegrias os três atletas que optaram pelo Brasil: campeões do país, pelo São Paulo, Rogério Ceni e Mineiro; Zé Roberto, do Santos, eleito um dos melhores do recente Nacional.

Ironia: dos jogadores que Abel Braga, do Internacional de Porto Alegre, conduziu, no Japão, à conquista do Mundial de Clubes oficializada pela Fifa, absolutamente nenhum esteve na lista dos 23 convocados por Parreira na Alemanha.

US Multimídia


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