Raúl Castro autoriza créditos a agricultores e trabalhadores privados

Medida, que inclui créditos para compra de meios de trabalho e insumos, tem o objetivo de aumentar a produção de alimentos do país

iG São Paulo |

O presidente de Cuba, Raúl Castro, aprovou a concessão de créditos bancários a trabajadores de negócios privados e agricultores para reforçar suas reformas econômicas, informou nesta quarta-feira o jornal Granma.

A medida inclui conceder créditos aos produtores agropecuários para a compra de meios de trabalho e insumos nas unidades de comércio varejista, com o objetivo de elevar a produção de alimentos do país, afirmou.

Desde setembro de 2008, o governo repassou mais de 1,18 milhão de hectares de terras a mais de 128,4 mil pessoas em pequenas parcelas arendadas por dez anos, com o objetivo de incrementar a deprimida produção agropecuária do país.

O governo também regulou a permissão para os trabalhadores privados para que vendam produtos e serviços a entidades estatais, com prévio contrato entre as partes.

Cerca de 320 mil cubanos estão autorizados a exercer o trabalho por conta própria em 178 ofícios. As reformas, que deverão ser aprovadas pelo 6º Congresso do Partido Comunista (PCC, único) em abril, incluem o fechamento de 500 mil postos de trabalhos estatais, a autonomia das empresas estatais, a descentralização da economia e a abertura para o capital extrangeiro.

Visita de Jimmy Carter

O ex-presidente americano Jimmy Carter visitou nesta quarta-feira o americano Alan Gross, condenado em Cuba a 15 anos de prisão por crimes contra a segurança do Estado, ao fim de uma visita de três dias à ilha.

"Pude me encontrar com Alan Gross, um homem que, a meu ver, é inocente e deve ser libertado", disse Carter em entrevista à imprensa. O ex-presidente americano, de 86 anos, disse esperar a possibilidade "de um indulto ou libertação de Gross por motivos humanitários".

Gross foi detido em Havana no dia 3 de dezembro de 2009 quando, segundo o próprio presidente Raúl Castro, distribuía "sofisticados meios de comunicação" a opositores, cumprindo seu papel de "agente secreto" dos Estados Unidos.

Washington diz que ele é empregado da empresa terceirizada Development Alternatives (DAI), contratada pelo Departamento de Estado para ajudar a comunidade judaica em Cuba a se comunicar com o exterior dando-lhe celulares e computadores. A comunidade, no entanto, nega ter mantido qualquer contato com ele.

Com AFP

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