Presos devem ser soltos em breve, diz Laura Pollán

Damas de Branco desistem de intensificar protesto após garantias de que governo não desistiu de libertar 13 prisioneiros políticos

Reuters |

A líder do grupo Damas de Branco, Laura Pollán, afirmou nesta quinta-feira que desistiu de intensificar os protestos pela libertação de 13 presos políticos por acreditar que eles serão soltos em breve. Segundo Laura, o grupo recebeu garantias de diplomatas europeus e integrantes da Igreja de que o governo não desistiu de soltar os dissidentes.

"Recebemos palavras de encorajamento", afirmou Laura. "Eles (as autoridades) não disseram em nenhum momento que o acordo foi rompido, portanto o processo de libertações vai continuar", acrescentou, referindo-se ao anúncio, feito em julho, de que 52 presos políticos seriam soltos.

Segundo Laura, um dos 13 presos que ainda não foram libertados foi informado de que será solto dentro de 15 a 30 dias. Ela acredita que os demais prisioneiros serão libertados no mesmo período. O marido de Laura, Hector Maseda, é um dos que continuam na cadeia.

Os 52 dissidentes envolvidos na negociação foram presos em 2003, numa onda de repressão a opositores do regime comunista. Em julho, a Igreja disse que a libertação de todos eles levaria "de três a quatro meses". No domingo passado - quando se completaram quatro meses do anúncio - as Damas de Branco, formadas por esposas e mães dos prisioneiros, disseram que o governo havia descumprido o prazo e enganado a comunidade internacional.

"Somos mulheres pacíficas", disse Laura. "Vamos esperar mais alguns dias, e esperamos que os prisioneiros também entendam e não enlouqueçam", afirmou.

Com Reuters

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