Em votação na Assembleia Geral, 187 países pedem pelo fim do bloqueio econômico à ilha

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta terça-feira o embargo econômico determinado pelos Estados Unidos contra Cuba em 1962. Foi a 19ª condenação consecutiva ao bloqueio por parte do órgão.

Na votação desta terça-feira, 187 países votaram a favor do fim das sanções. Dois países (Estados Unidos e Israel) votaram a favor da manutenção do embargo e houve três abstenções (Ilhas Marshall, Palau e Micronésia).

A condenação é considerada uma medida simbólica, e novamente a Assembleia Geral disse que é "necessário" acabar com as sanções "econômicas, comerciais e financeiras" a Cuba.

Em setembro, o chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não apenas de manter, mas de intensificar o embargo comercial contra a ilha de governo comunista.

O chanceler disse que o governo de Obama aumentou em 2009 a aplicação de multas contra as empresas que fazem negócios com Cuba e a perseguição contra as transações financeiras da ilha em bancos de terceiros países.

"A política de bloqueio dos últimos dois anos, ou seja, sob o governo do presidente Obama, não mudou nada. Pode-se dizer, inclusive, que em alguns aspectos no último ano o bloqueio foi endurecido, foi reforçado", disse ele.

"O presidente Obama tem ficado, em matéria de política para Cuba e em particular na política de bloqueio e subversão, abaixo das expectativas criadas na comunidade internacional e na própria opinião pública americana", afirmou.

Rodríguez fez as declarações em Havana, ao apresentar um relatório sobre o impacto do embargo, que, segundo Cuba, custou US$ 751 bilhões à economia do país desde sua aplicação para forçar a mudança do governo da ilha.

"É uma peça de museu da Guerra Fria. É uma política que fracassou durante 50 anos", disse o chanceler sobre o embargo dos EUA.

Obama prometeu "relançar" as relações com Cuba, mas disse que não suspenderia o embargo antes que as autoridades comunistas da ilha mostrassem avanços em matéria de direitos humanos.

Com AP e Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.