Estado de saúde de Fidel piorou, diz jornalista venezuelano

Nelson Bocaranda, um dos primeiros a divulgar que Hugo Chávez tinha câncer, afirma que líder cubano está em UTI por uma infecção

iG São Paulo |

AP
Foto divulgada em junho pelo governo cubano mostra Chávez (D) com Fidel Castro lendo o jornal cubano Granma
Sem citar suas fontes, o jornalista venezuelano Nelson Bocaranda indicou em seu blog RunRun.es na segunda-feira que o estado de saúde do líder cubano Fidel Castro se complicou desde o domingo de 21 de agosto. De acordo com o post, cujas informações foram repercutidas nesta terça-feira pelo jornal venezuelano Al Día, em 21 de agosto o ex-presidente teve algumas horas de inconsciência, recuperando-se no mesmo dia, porém, do estado comatoso.

Também de acordo com o jornalista - que foi um dos primeiros a divulgar que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tinha câncer - Fidel teve uma recaída nesta semana e está sendo submetido a um rígido tratamento contra uma infecção em uma sala de emergência hospitalar (com uma estrutura similar a uma UTI) instalada no complexo habitacional onde vive em Havana.

Fidel teve uma grave doença intestinal em 2006, quando foi forçado a transferir o poder a seu irmão Raúl Castro depois de permanecer por 49 anos no comando do país.

Em seu post, Bocaranda sugere que a piora no estado de saúde de Fidel seria o motivo para que Chávez decidisse se submeter à terceira sessão de quimioterapia em Caracas , no Hospital Militar Carlos Arvelo, e não mais em Havana, para onde viajou em julho e neste mês.

Repressão aos dissidentes

Nesta terça-feira, um grupo opositor cubano de direitos humanos denunciou uma série de atos de repressão contra dissidentes nas últimas semanas na ilha, o que resultou em mais de 60 prisões até o momento.

"Durante os últimos cinco fins de semana, o governo de Cuba realizou violentas ações de repressão política contra mulheres e outros dissidentes pacíficos", afirmou a nota da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), que opera com a tolerância das autoridades.

Segundo o texto, assinado por Elizardo Sánchez, presidente da CCDRHN, pelo menos 65 homens e mulheres foram detidos pela polícia política secreta (Segurança do Estado). A CCDHRN informou também que várias integrantes das Damas de Branco - esposas de ex-presos políticos - foram violentamente abordadas, agredidas e detidas por agentes de segurança.

O grupo responsabilizou Raúl pela repressão e pediu aos governos e organizações internacionais dos direitos humanos que demonstrem solidariedade para com os opositores cubanos.

O governo americano reagiu às denúncias pedindo o fim dos "ataques" contra as Damas de Branco por parte de "grupos organizados pelo governo" de Havana, afirmou um porta-voz para assuntos latino-americanos do Departamento de Estado.

A organização, que recebeu em abril um prêmio do Departamento de Estado americano por sua defesa dos direitos humanos, documentou em seu site uma crescente campanha de ataques. O uso de grupos impulsionados pelo governo contra manifestantes pacíficos "é excessivo", afirmou o porta-voz. "Apoiamos o desejo dos cubanos de determinar livremente seu próprio futuro", completou.

Em seu último relatório anual sobre direitos humanos no mundo, os EUA condenaram o contínuo ataque contra a dissidência em Cuba, país com o qual não tem relações formais há meio século. Washington exige de Havana uma abertura democrática e respeito às liberdades.

*Com AFP

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